Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Rebelião em Rondônia continua sem controle

Pelo menos cinco prisioneiros conseguiram escapar dos presos ainda rebelados na Casa de Detenção José Mário Alves, conhecida como Urso Branco, em Porto Velho. Eles eram ameaçados de morte e se entregaram à polícia. Há 850 amotinados. Entre os reféns estão 159 mulheres - sendo nove grávidas. Uma delas teria abortado. (Leia Mais)

Quinta, 22 de Abril de 2004 às 07:43, por: CdB

Pelo menos cinco prisioneiros conseguiram escapar dos presos ainda rebelados na Casa de Detenção José Mário Alves, conhecida como Urso Branco, em Porto Velho. Eles eram ameaçados de morte e se entregaram à polícia.

As negociações entre os rebelados e as autoridades de Rondônia recomeçaram na manhã desta quinta quinta-feira, segundo informou a Secretaria da Segurança do Estado. Os presos, que não têm um líder para dialogar com as forças de segurança, segundo policiais, querem ganhar tempo enquanto preparam uma fuga em massa. Dois túneis foram encontrados do lado de fora do presídio.

Segundo os presos que conseguiram escapar, os amotinados estão com armas de fogo. Para evitar um confronto com uma possível invasão policial, a secretaria tenta fazer com que eles acabem com o motim por causa do cansaço. O fornecimento de água, energia e alimentação foi cortado.

As cerca de 160 mulheres que estão na penitenciária têm alimentado-se apenas de biscoitos. Já os prisioneiros, segundo aqueles que escaparam, caçam gatos e os comem assados.

Segundo o padre Paulo Thadeu, coordenador da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Porto Velho (CJP), há 850 amotinados; 159 mulheres e oito homens que estavam visitando os detentos quando a rebelião começou, na sexta, e escolheram ficar no presídio; e "entre 11 a 12 cadáveres". Ainda de acordo com o padre, nove das mulheres estão grávidas e uma delas teria abortado nesta quinta-feira.

Desde sexta-feira, nove presos morreram, segundo a secretaria, mas este número pode ser maior, pois o promotor Hildon de Lima Chaves, que teve acesso ao presídio na última terça-feira, disse ter visto outros dois corpos ainda não apresentados pelos detentos às autoridades.

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