O governador do Paraná, Roberto Requião, e o secretário de Segurança Pública do Estado, Luiz Fernando Delazzari, asseguraram que os motins ocorridos na manhã desta segunda-feira no Estado não têm qualquer relação com o que está acontecendo em São Paulo ou com o Primeiro Comando da Capital (PCC) - organização criminosa paulista responsável pelos atuais conflitos nas penitenciárias.
Segundo Requião, o que está acontecendo é uma justa reivindicação dos presos devido à superlotação das cadeias.
- A construção de mais 12 unidades prisionais, que serão inauguradas em poucos meses, resolverá o problema no Paraná - disse o governador.
O governador enfatizou que a situação paranaense é bem diferente da de São Paulo, onde existem 177 mil presos. No Paraná, são 11 mil.
- Não existiu nenhuma rebelião em penitenciárias públicas e sim protestos em três cadeias de delegacias de polícia e no cadeião de Foz, todos já sob controle - ressaltou.
O secretário de Segurança Pública minimizou a situação no estado, afirmando que as rebeliões em Cascavel e Toledo não passaram "de uma gritaria controlada rapidamente". Para ele, os presos se aproveitaram do momento de instabilidade criado em São Paulo para reivindicar novas vagas nos presídios paranaenses.