Já dura três dias a rebelião dos 500 presos do módulo cinco do Presídio Baldomero Cavalcante, em Maceió. Nesta terça-feira, detentos de mais dois módulos uniram-se aos rebelados. Os presos denunciam maus-tratos, exigem a revisão de pena e a saída do secretário estadual de Ressocialização, coronel Aurélio Rosendo. O governo, porém, não admite negociar a troca do secretário.
Na noite desta segunda-feira, as negociações foram suspensas após uma tentativa de fuga. Para conter a ação, a polícia usou bombas de efeito moral. Ninguém ficou ferido. O Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar e o Grupo de Apoio Penitenciário estão reforçando a segurança externa. No mesmo local funcionam outras quatro unidades prisionais, entre elas o Manicômio Judiciário e o presídio feminino.
A rebelião começou na tarde do último sábado quando os presos fizeram reféns cinco integrantes da Associação de Proteção e Assistência Carcerária (Apac).
Rio de Janeiro, 26 de Março de 2026
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