Uma rebelião na Penitenciária Urso Branco, em Porto Velho (RO), deixou pelo menos seis mortos, disse na segunda-feira o diretor-geral do presídio, Luiz Pereira Rodrigues.
Os detentos exigem a destituição da direção da prisão e regras menos rígidas.
``A primeira reivindicação é a minha saída'', disse Rodrigues, por telefone, à Reuters. Ele acrescentou que já deixou o cargo a disposição.
O motim começou no fim de semana, durante o horário de visitas, acrescentou o diretor da prisão.
Segundo Rodrigues, 173 familiares aderiram à rebelião e decidiram permanecer com os presos.
O presídio tem capacidade para 360 detentos, mas abriga hoje 1.060 presos.
Os detentos rebelados, cujo número não foi divulgado imediatamente, se queixam da proibição de uso de telefone celular, querem que seja liberada a entrada de crianças, além de outras reivindicações.
Autoridades penitenciárias e da Superintendência de Segurança Pública de Rondônia criaram um grupo de trabalho para tentar solucionar o impasse. No fim da tarde, esse grupo recebeu as reivindicações dos presos. Mas, até o início da noite de segunda-feira, o motim ainda não havia sido debelado.
Rondônia vive uma situação de caos. Além de rebeliões constantes no presídio, o Estado é cenário de conflitos entre índios cinta-larga e garimpeiros na reserva indígena Roosevelt, na região de Espigão D'Oeste (534 quilômetros de Porto Velho).
A Polícia Federal retirou no final da manhã desta segunda-feira 26 corpos de garimpeiros da reserva. Índios mataram os garimpeiros na disputa por diamantes extraídos na área, segundo a PF.