Rebeldes na Somália dizem que agência da ONU ainda está banida
Rebeldes islâmicos da Somália, que controlam partes do país onde foi declarado estado de fome nesta semana, disseram que as agências de ajuda humanitária expulsas no ano passado não poderiam retornar às regiões afetadas, voltando atrás de promessa feita anteriormente pelos insurgentes.
Rebeldes islâmicos da Somália, que controlam partes do país onde foi declarado estado de fome nesta semana, disseram que as agências de ajuda humanitária expulsas no ano passado não poderiam retornar às regiões afetadas, voltando atrás de promessa feita anteriormente pelos insurgentes.
Os militantes do Al Shabaab, grupo ligado à Al Qaeda, impuseram uma proibição contra a ajuda humanitária alimentar em 2010. Isso, segundo a ONU e os Estados Unidos, contribuiu para o agravamento da crise. Na semana passada, no entanto, os militantes pareciam sugerir que essa proibição seria suspensa.
O Programa Mundial de Alimentos da ONU (WFP, na sigla em inglês) foi um dos vários grupos expulsos das áreas rebeldes e que agora estão se preparando para retornar.
A Organização das Nações Unidas (ONU) disse à Reuters que não estava ciente de qualquer nova postura dos rebeldes, e que planejava acatar a promessa feita na semana passada e seguir adiante com o envio terrestre e aéreo de alimentos.
O Al Shabaab havia prometido maior acesso às agências de ajuda humanitária que "não tiverem segundas intenções" ao território.
– As ditas agências de ajuda que já foram proibidas não fazem parte das agências que permitimos trabalhar nas áreas do Al Shabaab –, disse o porta-voz do grupo, Ali Mohamud Raghe, em coletiva de imprensa na noite de quarta-feira em uma parte da capital Mogadishu controlada pelos rebeldes.
Cerca de 10 milhões de pessoas estão sendo afetadas pela fome e a seca na região, conhecida como "o triângulo da morte" pela mídia local, que engloba o Quênia, a Somália e a Etiópia.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.