O juiz iraquiano Qais Hashim Shameri e seu filho foram assassinados a tiros, nesta terça-feira, quando saíam de casa de carro, no leste de Bagdá. Segundo a polícia, a emboscada aconteceu na beira da estrada a apenas cinco dias ds eleições.
Já no início deste mês rebeldes tinham matado um governador provincial e o vice-chefe da polícia de Bagdá no início deste mês. Eles também prometeram continuar a atacar autoridades e integrantes das forças de segurança, acusados pelos rebeldes de serem colaboradores dos ocupantes estrangeiros. Dois policiais também foram mortos na capital nesta terça-feira quando atiradores abriram fogo em seu prédio, contou a polícia.
Enquanto a atenção internacional está focada principalmente nas táticas insurgentes, um importante grupo de defesa dos Diretos Humanos acusou, hoje, as forças de segurança iraquianas, treinadas pelos Estados Unidos, de torturar diariamente os prisioneiros, citando abusos cometidos com ex-integrantes do governo Saddam Hussein.
O grupo "Human Rights Watch" disse que conselheiros internacionais da polícia, em sua maioria americanos, fazem vista grossa aos abusos cometidos pelos iraquianos. Segundo a organização, prisioneiros apanham com cabos e canos, levam choques elétricos em seus lóbulos das orelhas e genitais e alguns passam fome e sede.
- Ao povo do Iraque foi prometido algo melhor do que isso depois que o governo de Saddam Hussein caiu - disse Sarah Leah Whitson, diretora-executiva da divisão do Oriente Médio e África do Norte do grupo.
A acusação ocorre depois do escândalo sobre como os EUA tratam os prisioneiros em Abu Grhaib, que veio à tona no ano passado, depois da descoberta de fotos mostrando os detentos sendo torturados e sofrendo abusos sexuais.
O ministro de Direitos Humanos do Iraque, Bakhtiar Amin, reconheceu, numa entrevista à Reuters, que os abusos ocorreram e disse que levará tempo para que as forças iraquianas mudem de comportamento depois de décadas de ditadura.
Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 2026
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