Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Rebeldes islâmicos assumem explosão ferroviária na Rússia

Quarta, 02 de Dezembro de 2009 às 09:15, por: CdB

Militantes islâmicos assumiram na quarta-feira a responsabilidade por uma explosão que descarrilou um trem expresso russo, matando 26 pessoas. Em carta publicada num site rebelde, eles prometeram novos "atos de sabotagem".

O atentado de sexta-feira à noite no luxuoso Expresso Nevsky, entre Moscou e São Petersburgo, foi o pior dos últimos cinco anos na Rússia fora do Cáucaso Setentrional, gerando temores de uma nova série de explosões em grandes cidades.

"Esta operação foi preparada e realizada... cumprindo ordens do emir do Emirado do Cáucaso, Doku Umarov", disse o site KavkazCenter.com, citando a carta que disse ter recebido dos rebeldes islâmicos.

Umarov, o guerrilheiro mais procurado da Rússia, comanda uma insurgência islâmica que luta para libertar o Cáucaso Setentrional, majoritariamente muçulmano, do domínio de Moscou.

No sábado, uma bomba menor detonada por celular feriu o chefe do Comitê Investigativo do governo russo, Alexander Bastrykin, que visitava o local da explosão da véspera. Assessores disseram que ele foi hospitalizado, mas não comentaram sobre seu estado.

A carta dos militantes disse que a explosão ferroviária foi parte de uma campanha de sabotagem contra alvos econômicos estratégicos, e "irá continuar enquanto essa ocupação do Cáucaso não parar sua política de matar muçulmanos comuns."

Acostumados à violência na Rússia, os mercados financeiros ignoraram o atentado. Há mais de uma década a Rússia enfrenta uma insurgência de baixa intensidade nas repúblicas do Daguestão e Ingushétia, depois de duas guerras contra separatistas da Chechênia - todas elas regiões do Cáucaso Setentrional.

O governo diz ter tido algum sucesso na pacificação da Chechênia, mas em outros lugares a situação se deteriorou, com tiroteios e explosões. No mês passado, o presidente Dmitry Medvedev disse que o Cáucaso Setentrional é o principal problema doméstico da Rússia.

Na segunda-feira, outra bomba explodiu, no Daguestão, sob um trem que ia da Sibéria para o Azerbaijão, sem deixar vítimas. O primeiro-ministro Vladimir Putin disse que se tratou de um "ato de terror similar" ao de sexta-feira.

O site rebelde KavkazCenter já apresentou no passado declarações de militantes reivindicando ataques que foram posteriormente desqualificadas pelas autoridades. Em agosto, por exemplo, os militantes assumiram a responsabilidade por um desastre em uma represa siberiana, que matou 70 pessoas. As autoridades atribuíram a tragédia a um problema técnico.

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