Rio de Janeiro, 20 de Setembro de 2026

Rebeldes intensificam crimes na Síria, segundo ONU

Rebeldes que incluem combatentes estrangeiros travando uma "jihad", ou guerra santa, estão cometendo mais chacinas, crimes e outros abusos no norte da Síria, disseram investigadores de direitos humanos da ONU nesta segunda-feira.

Segunda, 16 de Setembro de 2013 às 07:49, por: CdB
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Rebeldes que incluem combatentes estrangeiros travando uma "jihad", ou guerra santa, estão cometendo mais chacinas
Rebeldes que incluem combatentes estrangeiros travando uma "jihad", ou guerra santa, estão cometendo mais chacinas, crimes e outros abusos no norte da Síria, disseram investigadores de direitos humanos da ONU nesta segunda-feira. - Por todo norte da Síria tem havido um aumento de crimes e abusos cometidos por grupos de extremistas armados antigoverno e também um fluxo de entrada de combatentes rebeldes estrangeiros - disse o chefe da equipe de investigação, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, ao Conselho de Direitos Humanos da ONU. - Brigadas inteiras são agora formadas por combatentes que entraram na Síria. O Al Muhajireen é uma das ativas - acrescentou. Os investigadores haviam dito anteriormente que combatentes estrangeiros de mais de 10 países, incluindo do Afeganistão e da região russa da Chechênia, assim como forças da Al Nusra, ligada à Al Qaeda, apoiam os rebeldes sírios. O Hezbollah, do Líbano, luta ao lado das forças do governo. - Agora deve haver mais. A questão é que esses elementos extremos possuem sua própria agenda e certamente não é uma agenda democrática que querem impor - disse o membro da comissão Vitit Muntarbhorn. Pinheiro, que relata sobre suspeitas de crimes de guerra desde 15 de julho, disse também que o governo do presidente Bashar al-Assad continua sua campanha implacável de bombardeios aéreos e de artilharia por todo o país. Uma bomba incendiária lançada por um avião de guerra do governo sobre uma escola no interior de Aleppo em 26 de agosto matou pelo menos 8 estudantes e 50 sofreram queimaduras horríveis em até 80%  do corpo, disse ele, citando relatos de sobreviventes. Rússia concorda que Síria enfrentará consequência Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Rússia concordaram que a Síria deve enfrentar consequências se não cumprir totalmente com a resolução da ONU para entregar seu arsenal de armas químicas, disse o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, nesta segunda-feira. - Se (o presidente sírio, Bashar al) Assad não cumprir o prazo para cumprir os termos, não se enganem, estamos todos de acordo e isso inclui a Rússia que haverá consequências - disse Kerry em entrevista coletiva em Paris com os seus colegas francês e britânico. Um incêndio irrompeu em um submarino nuclear russo que passava por reparos perto de Vladivostok e durou cinco horas nesta segunda-feira, mas autoridades da Marinha e do estaleiro disseram que não há risco de vazamento de radiação e que não houve feridos. Uma fumaça negra emergiu do submarino Tomsk, que possui dois reatores nucleares, após o início do fogo no estaleiro de Zvezda, em Bolshoi Kamen, separada 25 km de Vladivostok por uma bacia, no mar do Japão, segundo autoridades. - Não há ameaça de contaminação nuclear - disse uma autoridade da Marinha russa à agência de notícias estatal Itar-Tass. Autoridades regionais de emergência disseram que os níveis de radiação na área estão dentro da normalidade. Depois que o fogo foi apagado, bombeiros continuavam a resfriar a área para garantir que o incêndio não voltasse, disse em comunicado a United Shipbuilding Corporation, que opera o estaleiro. A empresa disse que não houve vítimas e que os dois reatores do submarino foram desligados e estavam a salvo. A companhia disse ainda que quando o incêndio começou não havia armas a bordo do submarino, que normalmente transporta 24 mísseis teleguiados. A Marinha russa já sofreu inúmeros acidentais fatais desde o colapso da União Soviética, em 1991. O mais famoso deles foi o submarino nuclear Kursk, que afundou no mar de Barents em 2000, resultando na morte dos 118 tripulantes a bordo. Em 2008,20 pessoas morreram no submarino Nerpa, quando o sistema de combate a incêndio disparou e lançou gás letal em compartimentos da embarcação. Resolução da ONU sobre Síria deve incluir possibilidade de sanção Uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) que inclua o acordo dos Estados Unidos e da Rússia sobre a remoção das armas químicas da Síria deve incluir a ameaça com algum tipo de sanção caso a Síria não cumpra o acordo, defendeu neste domingo o presidente da França, François Hollande. Falando na TV francesa, Hollande disse que a resolução poderia ser votada até o fim da semana. Ele acrescentou que uma solução política e diplomática para o conflito na Síria é possível, mas reforçou que um eventual ataque militar deve permanecer como opção.
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