Mais de 200 civis foram massacrados por tropas do governo do Sudão na região de Darfur, no oeste do país, segundo declarações de porta-vozes do grupo rebelde Exército de Libertação do Sudão (ELS) divulgadas neste domingo pela imprensa queniana.
A fonte disse que destacamentos militares e "milícias aliadas" da Frente Islâmica Nacional (FIN) atacaram na sexta-feira passada uma das maiores aldeias de Darfur, ao oeste das montanhas de Marra.
Além do massacre de civis, segundo o comunicado, dezenas de pessoas ficaram feridas e várias casas foram destruídas após serem saqueadas.
No entanto, até agora não existem relatórios independentes que confirmem os massacres denunciados pelo ELS, um novo grupo rebelde formado em fevereiro para protestar contra a pobreza predominante nas regiões semidesérticas do oeste do Sudão onde, segundo a ONU, no último ano morreram mais de 3.000 pessoas devido à falta de alimentos e de atendimento médico.
Paralelamente, o governo do país está a ponto de finalizar um acordo de paz de longo alcance com o maior grupo insurgente que controla o sul do Sudão e que se rebelou há duas décadas para protestar contra a implementação da "sharia", ou lei islâmica, em todo o Sudão.
Enquanto no norte do país a população é de maioria muçulmana, o sul, controlado pelo grupo rebelde Exército Popular de Libertação do Sudão (EPLS), liderado por John Garang, é de maioria animista e cristã.
A guerra civil sudanesa causou a morte de mais de dois milhões de pessoas devido aos combates, à fome e às doenças.
O presidente do Sudão, Omar el Bashir, prometeu no dia 31 de dezembro que o ELS será "eliminado".
Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026
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