Rio de Janeiro, 14 de Outubro de 2026

Rebeldes aumentam cerco a Trípoli e deixam Gaddafi mais isolado

Quarta, 17 de Agosto de 2011 às 03:51, por: CdB

Rebeldes aumentam cerco a Trípoli e deixam Gaddafi mais isolado

Por Michael Georgy

ZAWIYAH, Líbia (Reuters) - Rebeldes líbios lançaram um ataque contra uma refinaria de petróleo nesta quarta-feira para tentar expulsar as últimas tropas leais a Muammar Gaddafi remanescentes nos arredores de Trípoli e consolidar o cerco à capital.

Depois de 41 anos de poder supremo, Gaddafi parece estar isolado, com as forças rebeldes revigoradas fechando o cerco na capital a partir do oeste e do sul e cortando o acesso rodoviário a outros locais.

Após seis meses de rebelião, a guerra civil parece ter entrado numa fase decisiva.

Em Zawiyah, que controla a principal rodovia ligando Trípoli à fronteira com a Tunísia, as forças de Gaddafi que esperavam quebrar o cerco tomaram o controle de uma refinaria de petróleo com franco-atiradores nos telhados de prédios altos.

"Há alguns franco-atiradores dentro da refinaria. Nós controlamos os portões da refinaria e lançaremos uma operação para tentar tomar o controle total em breve", disse o combatente rebelde Abdulkarim Kashaba.

Já em outros locais de Zawiyah, o clima era tranquilo na manhã de quarta-feira e sob controle rebelde. Na véspera, fontes médicas disseram que três pessoas haviam morrido e 35 ficaram feridas, a maioria civis.

Cada vez mais confiante, a liderança rebelde negou estar realizando negociações secretas com representantes de Gaddafi na vizinha Tunísia.

O Conselho Nacional Transitório (CNT, formado por rebeldes) negou manter "negociações diretas ou indiretas com o regime de Gaddafi ou com o enviado especial das Nações Unidas", contrariando relatos de fontes.

"É impensável realizar negociações ou discussões que contrariem esse princípio básico (de que Gaddafi deve renunciar)," disse o dirigente rebelde Mustafa Abdel Jalil.

Numa entrevista coletiva transmitida pela TV estatal líbia, o porta-voz governamental Moussa Ibrahim negou que as forças de Gaddafi estejam em fuga, mas admitiu que há combates em várias localidades que os rebeldes dizem ter conquistado.

"Cuidado com a campanha midiática que está tentando tornar os rebeldes maiores do que são," disse ele a repórteres líbios. "Alguns políticos estrangeiros já disseram que os dias deste regime estão encerrados e que ele precisa sair. Eles estão dizendo isso há seis meses, e ainda estamos aqui."

Reuters

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