Depois de ser ouvida pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) na última sexta-feira, Rebeca Gusmão volta a se defender nesta segunda-feira. A nadadora, seu advogado Breno Tannuri e a Dra. Renata Castro, ex-diretora médica da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), estarão na sede da Federação Internacional de Natação (Fina), também em Lausanne, e serão ouvidos pelo Painel de Doping da entidade.
A nadadora demostra tranqüilidade e diz que acredita na justiça.
– Estou tranqüila. Vou contar o que sei e responderei o que me perguntarem. Vai dar o resultado que tiver que dar, disse a atleta.
Rebeca responde a processo sobre exame antidoping promovido pela entidade internacional no dia 13 de julho, data de início dos Jogos Pan-Americanos, que também apontou nível elevado de testosterona.
Normalmente, de acordo com as regras, a Federação indica que um atleta testa positivo na amostra A. Caso isso aconteça, solicita a contraprova, chamada de amostra B. Confirmados os resultados, o Painel de Doping da Fina anuncia a punição ou absolvição do atleta.
No caso de Rebeca o procedimento foi diferente. Como houve o envolvimento do Laboratório Institute Armand Frappier, em Montreal, e alguns problemas com as amostras da nadadora, o Painel quer saber mais detalhes das possíveis irregularidades e principalmente da participação do Dr. Eduardo De Rose, membro da Odepa (Organização Desportiva Pan-Americana), que anunciou publicamente uma perseguição a atleta.
A decisão poderá ser emitida ainda nesta segunda-feira e se for condenada Rebeca poderá pegar até dois anos de suspensão das piscinas.
Rio de Janeiro, 07 de Novembro de 2026
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