Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Rebaixamento de nota por agência de risco preocupa industriais

A mudança da perspectiva do rating soberano do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor's para "negativa" foi vista, nesta sexta-feira, com "muita preocupação" pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade.

Sexta, 07 de Junho de 2013 às 09:30, por: CdB
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Em sua avaliação, a mudança da perspectiva pela S&P não ocorreu por culpa do governo brasileiro
A mudança da perspectiva do rating soberano do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor's para "negativa" foi vista, nesta sexta-feira, com "muita preocupação" pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade.
– O país estava vindo em uma direção boa, caminhando para ser a quinta economia (do mundo), essa tendência de rebaixamento coloca a situação em retrocesso – disse Andrade a jornalistas, durante seminário promovido pelo Lide --grupo de líderes empresariais.
Em sua avaliação, a mudança da perspectiva pela S&P não ocorreu por culpa do governo brasileiro.
– É a situação econômica (global) – deduz.
Andrade reconheceu que o viés negativo da nota brasileira pode dificultar a captação de investimentos para o país.
Crescimento lento
Na noite passada, a Standard & Poor’s revisou para “negativa” a perspectiva da nota de longo prazo “BBB/A-2”, em moeda estrangeira, atribuída ao Brasil. A mudança indica a possibilidade de rebaixamento da nota no futuro. A perspectiva anterior era “estável”.
Segundo a agência, o lento crescimento do PIB e a política fiscal expansionista enfraquecem o perfil financeiro do país e podem, se não corrigidos, resultar em um aumento do endividamento do governo local.
- Nós poderíamos baixar o rating de crédito do país nos próximos dois anos se continuado o crescimento econômico lento, os fundamentos fiscais e externos mais fracos e alguma perda de credibilidade da política econômica, da do que sinais ambíguos na política diminuem a habilidade do país em lidar com choques externos - escreveu a agência no comunicado.
Apesar da revisão das perspectivas, as notas atribuídas ao país foram mantidas. Na escala da agência, o rating de longo prazo do Brasil é “BBB/A-2” em moeda estrangeira e “A-/A-2” em moeda local.
- O Brasil deve sofrer o seu terceiro ano de crescimento econômico modesto - escreveu a agência. Atualmente, a nota da S&P de longo prazo atribuída ao país é "BBB", um degrau acima do piso da faixa considerada grau de investimento.
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