Representantes de mais de 80 países, entre os quais o Brasil, participaram da Conferência Ministerial Internacional sobre Energia Nuclear
Mais de 40% dos reatores nucleares no mundo ultrapassam os 30 anos, o que propõe um problema de segurança, destaca um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). De acordo com a AIEA, dos 437 reatores localizados em 31 países, 184 têm três décadas de vida e deles 22 levam mais de 40 anos em atividade.
"A exploração de centrais a longo tempo e seu envelhecimento constitui um desafio constante para as autoridades de regulação, os operadores e os serviços públicos", destaca o documento, publicado em revistas especializadas neste fim de semana.
Com o tempo se degradam os componentes eletrônicos, o aço, os cabos elétricos, os geradores de vapor, mas sobretudo as vasilhas de contenção e os sistemas de refrigeração das piscinas. Na França as centrais mais antigas são as de Fessenheim (1978), Bugey (1979) e Tricastin (1980). No Japão, devido às condições climáticas, os riscos são ainda maiores.
Durante a última semana dezenas de manifestantes penetraram na instalação de Tricastin, localizada no departamento de Drome, para exigir às autoridades o fechamento dessa usina, considerada entre as mais cinco perigosas do país. O presidente François Hollande prometeu durante sua campanha eleitoral reduzir de 75% para 50% o peso da energia nuclear na geração de eletricidade, uma iniciativa apoiada pelos ecologistas e outros setores, mas rechaçada pelo Movimento de Empresas da França.
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