A Casa de Windsor, da Grã-Bretanha, fez as pazes nesta terça-feira com a família da princesa Diana, quase sete anos depois de o irmão dela ter criticado duramente a realeza durante o funeral da irmã.
A rainha Elizabeth II , acusada de ter reagido tarde demais à onda de luto coletivo detonada pela morte de Diana em 1997, apareceu ao lado do conde Spencer, irmão de Lady Di, pela primeira vez desde o trágico acidente para inaugurar um memorial em homenagem à "Princesa do Povo".
"Certas vezes é difícil acreditar que faz quase sete anos desde que ouvimos a dura notícia de que a princesa de Gales tinha morrido em um acidente de carro em Paris", afirmou a monarca na cerimônia.
"Certamente, os dias que se seguiram estão gravados na minha memória enquanto nós, como nação e família, aceitávamos a perda, unidos por um extraordinário sentimento de choque, luto e tristeza", acrescentou Elizabeth II.
Reconhecendo as desavenças ocorridas no passado, a rainha disse: "Claro que passamos por um momento difícil, mas as memórias tornam-no menos duro com o passar dos anos".
No encontro ocorrido no Hyde Park, em Londres, o conde Spencer aproximou-se da mãe do ex-marido de Diana, príncipe Charles, depois da inauguração do memorial a fim de conversar rapidamente com ela.
Desavenças entre designers modernistas e tradicionalistas em torno do memorial, uma escultura de água no formato de anel, prejudicaram a criação da obra a ponto de o governo precisar intervir para impedir que o processo fosse paralisado.
No funeral de Diana, o conde Spencer desafiou a realeza britânica ao prometer que a "família de sangue" de Diana garantiria que os filhos dela, príncipes William e Harry, não seriam presos na camisa-de-força das tradições da corte.
Spencer pediu então que os príncipes tivessem a possibilidade de crescer em liberdade. As almas deles deveriam ser capazes de "cantar abertamente".