Apesar do atual otimismo com a queda do dólar, que se aproxima gradualmente ao patamar dos R$ 3,00, os economistas prevêem que a tendência não seja mantida, e que a moeda norte-americana volte a subir até o final do ano, voltando à casa de R$ 3,50. A previsão foi feita por especialistas do Comitê de Economia da Câmara Americana de Comércio de São Paulo (Amcham-SP), na média das opiniões. Em rodada de prognósticos divulgada ontem, da qual fizeram parte 23 economistas-chefe de bancos e grandes empresas, a convergência de estimativa sobre a taxa de câmbio reflete-se também na moda calculada, que repete a previsão de R$ 3,50. Os economistas também foram mais cautelosos quanto à previsão de crescimento do PIB, de 1,90% na média. "É um índice aquém da expectativa do governo, e representa um crescimento real muito pequeno", analisou Paulo de Albuquerque, presidente do Comitê. Para a balança comercial, a estimativa média foi de superávit de US$ 16,3 bilhões. A média registrada para o IPCA-IBGE foi de 12,59%, contra 9,81% da enquete anterior, realizada em outubro de 2002, pouco antes do segundo turno das eleições presidenciais. Já o IGP-M, na média da opinião dos especialistas, fechará o ano em 15,47%. "Esse índice não mudou substancialmente em relaçào à rodada de outubro, quando a média ficou em 14,39%", disse Albuquerque.