Rio de Janeiro, 07 de Outubro de 2026

Reajuste salarial proposto pelo governo desagrada professores fluminenses

Segunda, 01 de Agosto de 2011 às 12:23, por: CdB

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro anunciou, hoje (1º), um reajuste salarial de 3,5% para professores da rede estadual, a antecipação de uma parcela do programa Nova Escola de 2012 para 2011 e o descongelamento do plano de carreira para servidores técnico-administrativos. A proposta não agradou aos professores.

Os projetos de lei foram encaminhados pelo governo estadual para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Caso as medidas forem aprovadas, os professores que recebiam até junho deste ano, R$ 765 por 16h de trabalho, passarão a receber R$ 865 pela mesma carga horária, um aumento de 13%, sendo 9,2% oriundo da Nova Escola. O governo também vai pagar hora-extra.

O secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, disse que enviou para a Alerj uma proposta para criar o cargo de professor Docente I com a escala de 30h semanais e gratificação de R$ 1.695,04 para os futuros concursados públicos. Segundo ele, essa função estreitaria os laços do docente com a comunidade e os alunos da rede pública.

As propostas, no entanto, não foram bem recebidas pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe). A coordenadora da entidade, Vera Nepomuceno, disse que a incorporação Nova Escola já era paga aos profissionais da rede estadual de ensino e que o reajuste não corrige a inflação.

“Essa proposta apresentada pelo governo, com índice de 3,5%, é frágil e significa muito pouco frente ao que o governo pode nos pagar, porque existe um superávit de receita. Por isso, pedimos um reajuste emergencial de 26%”.

Vera informou que os manifestantes vão para a Alerj para discutir com os parlamentares os projetos apresentados pela Secretaria Estadual de Educação, pois nos últimos três anos não houve aumento salarial.

O professor de Artes Ricardo Pereira, que dá aulas em Belford Roxo e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e está acampado desde o início da greve no dia 7 de junho, também criticou a proposta de reajuste.

“Está aquém, se fizermos um cálculo simples de 3,5% em relação a um salário menor do que R$ 700, teremos um aumento de R$ 30. O dinheiro não dá para nada, o que são R$ 30 hoje? O aumento não condiz com a batalha em sala de aula para educar os filhos dos trabalhadores que não têm acesso à escola particular”.

 

Edição: Rivadavia Severo

Tags:
Edições digital e impressa