Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2026

Reajuste de piso salarial regional definido em 10,7%

Quinta, 08 de Novembro de 2007 às 17:37, por: CdB

Após muita negociação, as bancadas de empresários e trabalhadores aprovaram, com apenas uma alteração, a proposta do governo do Rio de reajuste de 10,7% para o piso salarial estadual.
Em reunião extraordinária realizada, nesta quinta-feira, na Secretaria de Trabalho e Renda, ficou também acertado a manutenção da faixa salarial I (setor agrícola) – proposta pela bancada de empresários -, a inclusão de mais três faixas referentes a profissionais de nível técnico, superior e professores, além da inclusão das funções de frentistas e lubrificadores na faixa salarial VI para os próximos quatro anos.

Presidente do Conselho Estadual de Emprego (CEE), o secretário de Trabalho e Renda, Alcebíades Sabino, explicou que em menos de uma semana pretende redigir projeto de lei que será apresentado ao governador Sérgio Cabral e, em seguida, enviado para votação na Assembléia Legislativa (Alerj).

Segundo o secretário, as reuniões realizadas para a definição do piso foram extremamente proveitosas. Sabino considerou a decisão consensual um grande avanço no processo de negociação entre trabalhadores, empresariado e governo.

— Pela primeira vez em muitos anos estamos construindo proposta de consenso com a criação de uma política salarial para os próximos quatro anos. Conseguimos um índice bastante significativo. Agora vamos redigir a proposta e apresentá-la ao governador —, disse.

Três novas faixas foram criadas no novo piso: para professores de 1º a 4º série (faixa VII), profissionais de nível técnico (faixa VIII) e de nível superior (faixa IX). Além disso, frentistas e lubrificadores foram contemplados sendo incluídos na faixa salarial VI e os profissionais de Call Center foram mantidos na faixa V.

— A bancada de empresários havia proposto a exclusão dos profissionais de Call Center, mas conseguimos mantê-los —, acrescentou.

Nova tabela salarial:

Faixa I (setor agrícola) passa de R$ 404,02 para R$ 447,25.

Faixa II, de R$ 424,88 para R$ 470,34 - Para empregados domésticos; serventes; trabalhadores de serviços de conservação, manutenção, limpeza de edifícios, condomínios, empresas comerciais, indústrias, áreas verdes e logradouros públicos, não especializados; contínuo e mensageiro; auxiliar de serviços gerais e de escritório; empregados do comércio não-especializados.

Faixa III, de R$ 440,52 para R$ 487,66 - Para classificadores de correspondência e carteiros; trabalhadores em serviços administrativos, cozinheiros; operadores de caixa; lavadeiros e tintureiros; barbeiros, cabeleireiros, manicure e pedicure; operadores de máquinas e implementos de agricultura, pecuária e exploração florestas; fiandeiro, tecelões e tingidores; pescador.

Faixa IV, de R$ 456,16 para R$ 504, 97 - Para trabalhadores da construção civil; despachantes; fiscais; cobradores de transporte coletivo (exceto trem); trabalhadores de minas; pedreiras e condadores; pintores; cortadores; polidores; e gravadores de pedras; pedreiros; trabalhadores de fabricação de produtos de borracha e plástico; e garçom.

Faixa V, de R$ 471,79 para R$ 522,27 - Para administradores, capatazes de exploração agropecuárias florestais; trabalhadores de usinagem de metais; encanadores; soldadores; chapeadores; caldeireiros e montadores de estruturas metálicas; trabalhadores das artes gráficas; profissionais de Call Center; operadores de máquinas da construção civil e mineração, telegrafistas e barman.

Faixa VI, de R$ 486,13 para R$ 538,15 - Para trabalhadores de serviços de contabilidade e caixas; operadores de máquinas de contabilidade e de calcular; operadores de máquinas de processamento automático de dados; secretários; datilógrafos e estenógrafos; chefes de serviços de transportes e comunicações; frentistas e lubrificadores.

Faixa VII, R$ 874,22 – Para professores de nível básico (1a a 4a série).

Faixa VIII, R$ 1198,85 – Para profissionais de

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