Rio de Janeiro, 25 de Outubro de 2026

Reações contra militares em favela foram em parte dirigidas pelo tráfico, diz Jobim

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, voltou a defender a presença militar no Morro da Providência, no Rio de Janeiro, onde o Exército participava de um projeto social destinado à reforma de casas populares. Segundo Jobim, o país compreendeu que a morte de três jovens moradores do morro, entregues por militares a traficantes do Morro da Mineira, membros de uma facção rival à que controla a Providência, ocorreu devido “ao desvio de conduta de um cidadão”, o tenente Vinicius Ghidetti. (Leia Mais)

Quinta, 10 de Julho de 2008 às 09:09, por: CdB

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, voltou a defender a presença militar no Morro da  Providência, no Rio de Janeiro, onde o Exército participava de um projeto social destinado à reforma de casas populares.

Segundo Jobim, o país compreendeu que a morte de três jovens moradores do morro, entregues por militares a traficantes do Morro da Mineira, membros de uma facção rival à que controla a Providência, ocorreu devido “ao desvio de conduta de um cidadão”, o tenente Vinicius Ghidetti.

– As Forças Armadas e o Exército não têm responsabilidade por esse tema, pois isso decorreu de uma desobediência. Não podemos atribuir essa conduta às Forças Armadas – afirmou o ministro, ao participar esta manhã de entrevista a emissoras de rádio no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília.

Jobim ainda atribuiu à presença de militares no Morro da Providência uma redução de atividades ilícitas. Segundo ele, isso teria motivado parte das manifestações contrárias ao Exército.

– A presença das Forças Armadas no morro determinou uma redução do uso do local como ponto do tráfico, criando problemas para os traficantes. Portanto, temos que entender que as reações contra as ações das Forças Armadas, misturadas à disputa eleitoral municipal, foram em grande parte dirigidas pelo próprio tráfico, a quem não interessava a presença militar dentro do morro – disse.

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