Já era esperada a reação de nervosismo do mercado com a oscilação do dólar – que ontem teve a terceira alta seguida ante o real; subiu 0,3%, a R$ 1,666 na venda, elevando a 1,28% a valorização acumulada nas últimas três sessões – levando os investidores a retomarem o discurso do aumento do IOF, da quarenta, enfim, boatos sobre medidas que seriam adotadas pelo governo e que não passam de especulações, até porque já foram desmentidas pelo governo.
Todos conhecemos os custos para manter nossas reservas, que ficam empossadas, congeladas, com a atual política do Banco Central. Com o BC aumentando a taxa Selic, anunciando que vai aumentar, só podemos esperar expectativas, que o próprio BC forma, de mais valorização do real, mais dólares no mercado brasileiro, até porque investir no Brasil, não apenas no mercado financeiro, é uma opção única hoje no mundo.
Assim, precisamos ganhar competitividade e produtividade via outros instrumentos como a infraestrutura, os custos tributários, a educação e a inovação, sem ilusões com medidas tarifárias, que podem e devem ser adotadas no caso de dumping ou concorrência desleal.
Temos que dar ênfase aos investimentos em inovação e na infraestrutura, ainda que o ideal seria o BC abandonar a política monetária conservadora e ortodoxa que continua praticando, que ameaça nossa indústria e nosso desenvolvimento a médio prazo (leia nota acima).