Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Reação do Fed não altera rumo negativo das bolsas européias

A medida desesperada do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), de diminuir em 0,75 ponto percentual as taxas de juros dos Estados Unidos, nesta terça-feira, foi superada nesta manhã pelo comportamento das bolsas européias, que operavam em baixa. (Leia Mais)

Quarta, 19 de Março de 2008 às 07:54, por: CdB

A medida desesperada do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), de diminuir em 0,75 ponto percentual as taxas de juros dos Estados Unidos, nesta terça-feira, foi superada nesta manhã pelo comportamento das bolsas européias, que operavam em baixa. Embora a medida tenha ficado dentro das expectativas de investidores e analistas econômicos, o setor bancário europeu vive sob o peso da crise de confiança que atingiu em cheio a maior economia do mundo.

Às 9h45 (hora de Brasília), a Bolsa de Paris caia 0,51%, a 4.559 pontos; a Bolsa de Amsterdã declinava 0,15%, para 426 pontos; e a Bolsa de Milão regredia 1,48%, para 23.576 pontos. A Bolsa de Zurique, na contramão, subia 0,41%, para 7.042 pontos. Minutos antes, a Bolsa de Londres seguia em baixa de 1%, a 5.549 pontos; e a Bolsa de Frankfurt recuava 0,89%, para 6.336 pontos.

Apesar do corte de juros do Fed, os investidores ainda temem pela situação da economia norte-americana. O Fed adotou a prática de cortar a taxa de juros desde setembro do ano passado, para tentar evitar que o país atole numa recessão, mas política não teve o efeito esperado sobre a economia e, agora, os juros estão no terreno negativo, abaixo da taxa de inflação. No último trimestre, a economia norte-americana cresceu apenas 0,6%, apesar de dois cortes nas taxas de juros, uma de 0,50 ponto percentual em outubro e outra de 0,50 pp em dezembro

Nesta terça, o Fed reduziu sua taxa de juros para 2,25% ao ano, no sexto corte consecutivo. A decisão foi recebida com entusiasmo em Wall Street: e o Dow Jones Industrial Average (DJIA) avançou 3,51%, na alta mais expressiva do índice ao longo dos últimos 20 anos, enquanto o índice Nasdaq subiu 4,19%; e o S&P 500, 4,24%.

Lucro menor

Segundo maior banco de investimentos dos EUA, o Morgan Stanley divulgou, nesta quarta-feira, que seu lucro no primeiro trimestre fiscal caiu, pressionado pelas hipotecas e outros ativos, mas superou por ampla margem expectativas reduzidas do mercado. O lucro com operações contínuas caiu um terço, para US$ 1,55 bilhão, ou US$ 1,45 por ação, no trimestre encerrado em 29 de fevereiro, enquanto a receita trimestral caiu 17%, para US$ 8,3 bilhões. No mesmo período do ano passado, o ganho havia somado US$ 2,31 bilhões, ou US$ 2,17 por ação.

a médiana das análises financeiras, o mercado previa que o Morgan Stanley tivesse lucro de US$ 1,03 por ação no trimestre e receitas de US$ 7,3 bilhões, segundo a agência inglesa de notícias econômicas Reuters Estimates.

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