Presidente de Cuba, Raúl Castro anunciou que todos os prisioneiros condenados à morte no país terão suas penas revistas, com a exceção de três condenados por “terrorismo”.A maioria dos cubanos no corredor da morte terá suas sentenças comutadas para penas entre 30 anos e prisão perpétua. O anúncio de Castro está publicado na edição desta terça-feira do diário cubano Granma. Em discurso ao comitê central do Partido Comunista, também transmitido pela TV estatal, o presidente cubano também anunciou a realização do primeiro congresso do Partido Comunista em 11 anos.
O congresso é o mais importante órgão de tomada de decisão do Partido Comunista e deve definir a direção política futura para o país.
Razões humanitárias
Raúl Castro afirmou que a decisão de comutar a pena dos condenados à morte não foi tomada por conta da pressão internacional, mas por razões humanitárias. As únicas exceções, segundo ele, serão dois centro-americanos acusados por uma explosão a bomba em um hotel que matou um turista italiano e um cubano-americano acusado de assassinato durante uma infiltração armada na ilha.
Não existem dados oficiais sobre os condenados à morte, mas a Comissão Cubana de Direitos Humanos estima que entre 40 e 50 prisioneiros poderiam ser beneficiados. No entanto, a pena de morte continuará existindo em Cuba.A decisão anunciada na segunda-feira é a mais recente mudança anunciada por Raúl Castro com o objetivo de suspender medidas restritivas e facilitar o dia-a-dia dos cubanos.
Recentemente, os cubanos receberam permissão para ter telefones celulares e para se hospedar nos mesmos hotéis que os estrangeiros.