Ex-diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato, vai se unir ao espanhol Santander como conselheiro, por um salário de 200 mil euros anuais, informou o banco nesta sexta-feira. O cargo é o novo compromisso corporativo de Rato, ex-ministro da Economia da Espanha, que se juntará ao banco Lazard em fevereiro, depois de deixar a diretoria do FMI em 31 de outubro.
Desde que anunciou sua saída no FMI, em junho do ano passado, a mídia tem especulado se ele voltaria à Espanha para liderar o conservador Partido Popular. Rato, no entanto, tem dito que não tem intenção de retornar à política.
Em comunicado, Emílio Botín, presidente do Santander, afirmou estar "muito satisfeito" com a contratação de Rato. O antigo diretor do FMI acumula esta função com a de diretor geral sénior do banco de investimentos norte-americano Lazard. Rodrigo Rato foi substituído pelo antigo ministro das Finanças francês Dominique Strauss-Kahn à frente do FMI. Strauss-Kahn assumiu o cargo em 1º de novembro do ano passado.