Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Ranking desequilibrado

Terça, 14 de Junho de 2011 às 09:40, por: CdB

O Brasil ocupa o 14º lugar no ranking 19 países que fazem parte do G-20 em uma pesquisa realizada pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC). O levantamento classifica os países segundo o seu grau de desenvolvimento.

Apesar de fazer parte do G-20, a União Europeia não entrou no ranking. A pesquisa aponta a Austrália como líder em desenvolvimento, com 6,876 pontos, seguida por Alemanha (6,633 pontos) e França (6,521 pontos). O Brasil (4,276 pontos) aparece atrás de países como Argentina (5,104 pontos), em 10º, e Arábia Saudita (4,500 pontos), em 13º. A classificação leva em conta nove quesitos que apontam o desenvolvimento da economia e da população dos países, a partir de dados fornecidos pelos próprios governos à ONU.

Segundo os autores da pesquisa, o baixo desempenho brasileiro no quesito Saúde – o país também ocupa a 14ª. posição no item – foi determinado pelo baixo nível de gastos públicos com a área, ou 3,5% do PIB. A título de comparação, a França destina 8,7% do PIB para o setor.

Educação e Internet

Na categoria Educação, o Brasil obteve a 12ª. colocação. Aqui, o que puxou a classificação para baixo é a média de anos que uma criança brasileira fica na escola - 13,8 – ante os 16 anos, de países desenvolvimentos. O acesso à Internet é outro dado levado em conta no levantamento: entre os brasileiros ele é possível a 37,5 usuários de cada 100 habitantes; nos países desenvolvidos, a penetração do serviço é o dobro.

O PIB de US$ 2,1 trilhões colocou o Brasil como oitava potência econômica no mundo. No entanto, nossos indicadores de renda nos posicionam em 15º lugar entre os membros do G-20.

Mas nos saímos bem em pelo menos um indicador – o da sustentabilidade. Nessa área o Brasil lidera, já que pratica baixa emissão de carbono e tem 28% de seu território protegido contra o desmatamento. Nos EUA o índice é de apenas 14,8%, enquanto no Canadá, meros 8%.

Muito trabalho pela frente

Precisamos analisar melhor os dados dessa pesquisa. Mas, de qualquer forma, já é possível ao menos uma conclusão: para quem detém a posição de 8ª economia mundial, é preciso ainda trabalhar muito para melhorar o desempenho também em distribuição de renda, em saúde e em educação.

Já estamos no caminho certo - esses três índices tendem a melhorar nos próximos anos. O desafio está colocado: alcançar até 2022 o 8º lugar nos demais quesitos também, indo muito além de uma boa classificação pela pujança do PIB. Só que, até lá, já teremos ocupado a 5ª. posição no ranking econômico...

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