Sem dúvida o mais divertido filme exibido na Piazza Grande, Filho de Ranbow (Son of Ranbow) vai ser sucesso também quando passar no Brasil com a vantagem de se destinar a todas as idades, não podendo ser catalogado como filme para crianças.
Mas, é verdade, a maioria de seus personagens são adolescentes e os adultos quando entram em cena são mesmo só para atrapalhar. A idéia original do próprio diretor Garth Jennings (ele afirma não ter se inspirado nas estrepolias de Tom Sawyer, de Mark Twain) põe em cena dois meninos de comportamentos opostos mas que acabam se unindo no esforço de fazer um filme, em princípio destinado a um concurso proposto pela BBC.
Will é o menino bonzinho mas creativo, cuja mãe pertencente a uma seita inglesa, tipo pentecostal, lhe proíbe ouvir música, dançar, ver televisão e brincar com outras crianças. Vive assim protegido do mundo exterior, dedicando-se aos desenhos que faz em cima das páginas da Bíblia e aos quais consegue mesmo imprimir movimentos.
Seu pequeno mundo implode quando conhece Lee Carter, o terror dos professores da mesma escola, vidrado em fazer filmagens com uma câmera amadora. É na casa de Lee Carter que vê o filme Rambo, com Sylvester Stallone, o suficiente para querer romper com o mundinho fechado em que vivia, enquanto desenha praticamente o story-board das aventuras do filho de Rambow, como passa a se designar.
Lee Carter, o moleque malvado, filma o pobre Will nas ações mais perigosas de Ranbow, e rompe com seu irmão de sangue, quando começam as filmagens do Filho de Rambow, onde surge um adolescente francês megalo acompanhado de um bando de alunos que o obedece cegamente.
O filme conta as peripécias das filmagens e conclui com o filme ´feito` pelos adolescentes.