Em entrevista ao canal de TV da Arábia Saudita Al Arabiya, um dirigente do Rali Lisboa-Dacar disse neste sábado que o evento manterá a rota planejada através da Mauritânia, apesar de dois violentos ataques nesta semana, um deles reivindicado pela Al Qaeda. Uma gravação de áudio divulgada pela TV, Roger Kalmanovitz, chefe de Segurança do evento, disse que o Magreb Islâmico, a ala norte-africana da Al Qaeda, matou quatro soldados mauritanos na noite desta quarta-feira no remoto norte desse país. A autenticidade da gravação não pode ser confirmada.
Os ataques despertam temores de que militantes ligados à Al Qaeda, depois de cometerem ataques na Argélia e no Marrocos, podem estar levando suas operações mais ao sul, para a Mauritânia, o Mali e o Senegal, onde o rali termina, no dia 20 de janeiro. Kalmanovitz esteve reunido com policiais, militares e autoridades civis da Mauritânia e disse que o evento, entre os dias 5 e 20 de janeiro, será mantidos conforme o planejado.
- Estamos satisfeitos e o rali vai de fato começar em Lisboa em 5 de janeiro e chegará ao solo mauritano em 11 de janeiro - disse ele a jornalistas em Nouakchott, capital desse país árabe do noroeste africano. No ano passado, os organizadores da corrida de 9 mil quilômetros cancelaram duas etapas depois que os serviços franceses de segurança alertaram que os participantes poderiam ser vítimas de sequestros e emboscadas cometidas por rebeldes argelinos durante a passagem por Mali.
Nesta segunda-feira, homens armados mataram quatro turistas franceses na Mauritânia. Autoridades suspeitam de militantes islâmicos.