Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Radicais islâmicos ameaçam atacar as maiores cidades do mundo

Sábado, 27 de Setembro de 2014 às 14:44, por: CdB
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A Frente al-Nusra atua no norte da Síria
Radicais islâmicos da Frente al Nusra, grupo ligado à al Qaeda, denunciaram os ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos na Síria, afirmando que eles promovem uma guerra contra o Islã. O grupo prometeu retaliar contra países do Ocidente e árabes que fizeram parte dos bombardeios. Os alvos primários são as maiores cidades do mundo, principalmente na Europa e nos EUA. – Estamos em uma guerra longa. Esta guerra não vai terminar em meses ou anos, poderá durar décadas. Não é uma guerra contra a Frente al Nusra, é uma guerra contra o Islã – disse o porta-voz do grupo Abu Firas al-Suri, em mensagem de áudio divulgada na rede social do grupo. A mensagem foi a primeira reação do al Nusra desde o lançamento dos ataques liderados pelos EUA, na terça-feira. Nesta manhã, ataques aéreos atingiram o Estado Islâmico e outros grupos islâmicos no leste da Síria, segundo um grupo de monitoramento, enquanto uma coalizão liderada pelos Estados Unidos busca virar o jogo contra os militantes que conquistaram partes da Síria e norte do Iraque. O Observatório Sírio de Direitos Humanos, baseado na Inglaterra, disse que pelo menos 31 explosões puderam ser ouvidas na província de Raqqa, bastião do Estado Islâmico, e baixas foram reportadas. Foi dito que os aviões de guerra também atingiram áreas ao leste da cidade de Palmyra, na província de Horns, e afetou diversos pontos de controle ao redor da cidade curda de Kobani, próximo à fronteira turca. Mais tarde no sábado, testemunha da Reuters viu dois caças britânicos deixando uma base da Força Aérea Real em Chipre, um dia depois de o parlamento britânico ter autorizado ataques aéreos contra o Iraque. A campanha aérea liderada pelos Estados Unidos ainda tem que interromper o avanço dos combatentes do Estado Islâmico na cidade de Kobani, também conhecida como Ayn al-Arab, sob ataque há pelo menos 10 dias. O ataque enviou 140 mil refugiados pela fronteira desde a semana passada, no maior êxodo do tipo em três anos e meio de guerra civil. – Hoje, eles (combatentes do EI) avançaram pelo lado ocidental da cidade – disse Rami Abdelrahman, do Observatório. Os Estados Unidos estão liderando uma coalizão militar incluindo alguns países do Golfo e da União Europeia para interromper o avanço do Estado Islâmico, que varreu o norte do Iraque em junho. O grupo tem proclamado um "califado" governando sobre todos os muçulmanos, abatido prisioneiros e ordenado a xiitas e não-muçulmanos a se converter ou morrer. A campanha trouxe Washington de volta ao campo de batalha do Iraque, o qual deixou em 2011, e na Síria pela primeira vez após evitar o envolvimento em uma guerra que começou no mesmo ano. Os grupos militares na região e sites comumente usados por seus apoiadores não mencionavam imediatamente ataques neste sábado. Os alvos dos ataques aéreos incluem diversas bases militares ocupadas pelo EI, incluindo o aeroporto militar de Tabqa, onde diversos membros do grupo foram mortos, disse o Observatório, sem fornecer um número específico.
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