Um grupo chamado Frente de Cavaleiros Islâmicos do Grande Oriente assumiu a autoria dos dois atentados a bomba que deixaram pelo menos 15 mortos em Istambul, na Turquia.
As explosões aconteceram perto de duas sinagogas, com intervalos de poucos minutos.
Autoridades turcas disseram que dois carros-bomba explodiram por volta de 10h (5h em Brasília).
O ministério do Interior da Turquia informou que há 146 feridos.
Israel afirmou que as explosões eram "ataques criminosos de terror".
Oração
A fachada da sinagoga Neve Shalom ruiu, e a segunda sinagoga, Beth Israel, que fica cerca de cinco quilômetros ao norte, também foi gravemente danificada.
"A explosão aconteceu no meio de uma oração", disse o rabino Ytzhak Haleva, referindo-se à sinagoga Neve Shalom.
"Todas as janelas foram estilhaçadas e eu me vi no meio de uma fumaça grossa", acrescentou.
Um homem que trabalha em um prédio próximo, identificado como Mustafa, afirmou: "Ouvimos uma explosão ensurdecedora. Então, a eletricidade foi interrompida e veio a confusão".
O número exato de mortes ainda não está claro. O ministro do Interior, Abdulkadir Aksu, disse que sete pessoas foram mortas próximo à sinagoga de Neve Shalom, e oito próximo à Beth Israel.
Anteriormente, ele tinha dito que eram 23 os mortos.
Radicais
A sinagoga Neve Shalom sofreu um ataque em 1986, quando atiradores palestinos mataram 22 fiéis e feriram outros seis durante um serviço de Shabbath.
A agência de notícias turca Anatolia disse que uma pessoa que se identificou como integrante do grupo radical Frente de Cavaleiros Islâmicos do Grande Oriente - também conhecido como IBDA/C - assumiu a autoria dos ataques.
Essa pessoa teria dito: "Queremos parar com a opressão aos muçulmanos. Nossas ações vão continuar".
O IBDA/C realizou uma série de ataques em Istambul nos anos 90.
A polícia turca disse que ainda está investigando possíveis ligações com outros grupos radicais, incluindo a organização Al-Qaeda.