A discórdia vem à tona meras duas semanas depois de a Convenção Nacional Republicana, realizada em Cleveland, oficializar Trump como postulante da legenda à Presidência
Por Redação, com Reuters - de Washington: O candidato presidencial republicano Donald Trump aumentou as tensões em seu partido ao negar seu apoio à reeleição de dois nomes de destaque da legenda, o presidente da Câmara dos Deputados, Paul Ryan, e o senador John McCain.
Trata-se da fissura mais recente em um partido já afetado pela dissidência interna a respeito de seu candidato, como ficou claro na convenção, na qual McCain foi um dos integrantes do alto escalão republicano que essencialmente esnobaram Trump preferindo não comparecer. Mitt Romney, o candidato presidencial de 2012, e os ex-presidentes George H.W. Bush e George W. Bush tampouco estiveram presentes.
Trump trocou farpas com Khizr e Ghazala Khan, os pais do soldado morto, a partir do momento em que eles subiram ao palco da convenção democrata na semana passada para citar o sacrifício de seu filho e criticar a proposta do magnata de impedir a entrada de muçulmanos no país.
A comoção levou muitos republicanos a se distanciarem de Trump e expressarem apoio à família Khan.
Trump, reproduzindo a linguagem que Ryan usou ao falar sobre apoiar o indicado antes de eventualmente endossar seu nome, disse ao jornal norte-americano que "ainda não chegou ao ponto" de endossar Ryan na primária de Wisconsin na próxima terça-feira, e que "nunca chegou a esse ponto" com McCain, que estará na cédula nas eleições primárias do Arizona no final de agosto.
McCain teve uma conversa "muito amistosa" com o vice de chapa de Trump, Mike Pence, na terça-feira no Arizona, que Pence visitava, informou uma porta-voz de McCain.
Trump disse que Ryan tem buscado seu apoio, mas que até agora ele apenas estava "considerando seriamente" a questão.
Já a campanha de Ryan respondeu rapidamente afirmando que nem o presidente da Câmara nem ninguém de sua equipe tinham pedido o endosso de Trump.