Um racha na comissão de três relatores do processo contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), quase ameaçou a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) nesta quarta-feira. Os senadores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS) acusaram nesta quarta-feira o terceiro relator do caso, senador Almeida Lima (PMDB-SE), de protelar as investigações contra Calheiros.
Depois que a Mesa Diretora da Casa comprometeu-se a se reunir nesta quinta-feira para formalizar o pedido de perícia da Polícia Federal em cima dos documentos de Renan houve um acordo.
Tudo começou após o senador Almeida Lima (PMDB-SE), um dos relatores, questionar a reunião da comissão ao mesmo tempo em que o plenário do Senado realizava uma sessão deliberativa. Para ele, essa reunião não pode ocorrer com sessão no plenário.
A reunião da comissão, que estava sendo feita na sala do presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), foi então interrompida pelos outros dois relatores, Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS), que foram ao plenário contestar Almeida Lima.
Como resposta a Lima, a oposição pediu garantia de que a Mesa Diretora se reúna nesta quinta para formalizar o pedido de perícia nos papéis de Renan. Caso contrário, ameaçou atrapalhar a votação da LDO, o que preocupava o governo, já que há um acordo para que a sessão seja tranquila, sem obstáculos para aprovação da lei.
O vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), avisou o líder do Democratas, José Agripino (RN), que a Mesa se reuniria nesta quinta. A oposição, então, recuou da ameaça sobre a LDO. O acordo, por enquanto, está mantido.
Rio de Janeiro, 04 de Fevereiro de 2026
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