Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Quito quer intervenção da OEA no caso da morte de equatoriano

Confirmação de morte de equatoriano em ataque contra Farc causa novo protesto.

Terça, 25 de Março de 2008 às 06:47, por: CdB

O governo do Equador pediu ao secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, que intervenha a fim de se achar uma solução definitiva para o caso entre o país e a Colômbia, depois de confirmado que um cidadão equatoriano morreu no bombardeio colombiano a um acampamento rebelde no Equador.

Em um comunicado, a chancelaria equatoriana destacou que recebeu com grande preocupação a confirmação da morte do cidadão equatoriano Franklin Aisalia Molina durante a operação contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no dia 1º de março.

O ministro da Defesa do Equador, Wellington Sandoval, garantiu que essa confirmação, anunciada pela Colômbia no domingo, complica as relações já deterioradas com o país vizinho, pois ele foi morto em um ataque de um país estrangeiro em solo equatoriano.

Segundo o governo do Equador, o pedido feito à OEA se justifica pois o caso de Aisalia tem ligação com a resolução que os chanceleres do organismo aprovaram rechaçando a operação das forças armadas colombianas por violar a soberania territorial equatoriana.

- A morte do senhor Franklin Aisalia e a mudança de seu corpo à Colômbia constituem violações dos direitos desse cidadão equatoriano - afirma a chancelaria equatoriana.

O corpo de Franklin Aisalia Molina foi retirado do território equatoriano pelo Exército colombiano juntamente com o de Raúl Reyes, líder das Farc. O corpo de Aizalia permanece num necrotério da Colômbia.

A versão equatoriana contrasta com a do Ministério da Defesa da Colômbia, que assegura que o corpo é de Franklin Ponelia Molina, conhecido nas Farc como Lucho, enquanto uma família no Equador diz que é de um parente seu, de nome Franklin Guillermo Aisalia Molina.

Já foi confirmado que o pai do equatoriano morto, Guillermo Aisalia, viajará à Colômbia para acompanhar a repatriação do corpo do filho. O Equador vai apoiá-lo na busca de reparações a que têm direito, assim como na exigência de explicações das autoridades colombianas em torno das circunstâncias da morte, disse a nota oficial.

Anteriormente, o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, havia declarado que esperava que a confirmação da morte do equatoriano não viesse a prejudicar as frágeis relações entre os dois países.

O governo equatoriano assegurou ainda que qualquer vínculo de Aisalia com as Farc primeiro deverá ser provado através dos canais legais pertinentes. A nota da chancelaria equatoriana conclui afirmando que o governo não aprova o uso de violência por parte das Farc e que seguirá agindo para impedir a entrada e presença de grupos irregulares no Equador.

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