Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Questões essenciais na viagem a China

Segunda, 11 de Abril de 2011 às 12:10, por: CdB

A semana se inicia com uma excelente notícia: a presidenta Dilma Rousseff desembarcou nesta 2ª feira na China, o maior parceiro comercial do Brasil. Uma visita histórica, um destino muito acertado na agenda da chefe do Estado brasileiro como sua mais longa viagem internacional até agora, e neste momento em que ela completou (no fim de semana) 100 dias de governo.

Vocês não podem deixar de ler, também, a excelente entrevista do economista e ex-presidente do BNDES, Antônio Barros de Castro na "Entrevbista da 2ª", na Folha de S.Paulo hoje (veja íntegra). Barros de Castro analisa as transformações que a economia chinesa provocou no mundo e conclui taxativo: "O Brasil tem de se reinventar para ser bem-sucedido em uma economia mundial radicalmente mudada pela China".

Na visita da presidenta Dilma à China, o centro das discussõesserá nossas relações políticas e comerciais. Além, obviamente, da atual situação política e econômica mundial. Além de integrar conosco o chamado BRIC - ao lado da ìndia e da China - a China se tornou o principal parceiro comercial do Brasil. No âmbito mundial é a segunda maior economia do mundo, além de caminhar para ser o 2º país mais importante na vida diplomática e nas Nações Unidas.

Temas mundiais mais importantes passam pela China

Daí que temas hoje candentes na conjuntura internacional passam e passarão sem dúvidas pela China. Desde os políticos como a intervenção na Líbia, a questão iraniana e a reforma do Conselho de Segurança Nacional, até os econômicos e comerciais como a reforma do sistema financeiro internacional - infelizmente, deixada num segundo plano pela crise européia -, a própria crise européia, a guerra cambial, e as negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC).

O que ficará desta viagem da presidenta a China - agenda das mais importantes - é a reunião do BRIC, grupo que a partir deste mês passa a se chamar BRICS, com a entrada da África do Sul no grupo.

Vale destacar que os países africanos são uma forte voz e presença no mundo atual. Unidos em torno de uma agenda comum e com políticas resultantes de acordos eles podem fazer a diferença nos fóruns mundiais e na gestão das crises internacionais.

Produtos chineses continuarão custando menos


Na entrevista do Barros de Castro que indico a vocês (veja íntegra) é interessante, também, a recomendação dele ao Brasil para que frente à eficiência do sistema indústrial chinês, nosso país aproveite a "trégua" oferecida pelo boom de matérias-primas para desenvolver produtos originais, como plástico de álcool e aços especiais usados na exploração de petróleo.

O economista considera que "antes os produtos chineses eram só mais baratos, porque o salário era ínfimo e a fábrica era um galpão velho. Mas agora são boas fábricas e amanhã serão excelentes. A produtividade sobe tão rápido que, mesmo com a alta dos salários, os produtos ainda podem custar menos".

Aproveito e indico novamente a leitura do artigo de Charles Tang, presidente binacional da Câmara de Comércio Brasil-China sobre a viagem da presidenta ao país asiático.

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