Por Haroldo Pacheco da Silveira Santos 08/07/2011 às 19:47
Sobre heredogramas, testes de DNA e escapismos.
Não entendo muito o fato de tantos homens fazerem questão de terem descendentes biológicos. Acho que muitas vezes é por pretensão ou viagem de alguém que supõe que sua carga genética seja importante para o patrimônio geral da espécie. A maioria dos grandes gênios não veio de famílias com pessoas muito inteligentes e a maioria dos gênios não teve descendentes com QI muito acima da média. Pelo que se analisa entre irmãos e primos qualidades morais também independem muito da genética.
Em meu heredograma assinalei diversos casos de câncer e problemas cardíacos e um parente com QI abaixo da média. Há gente demais no planeta. Passei dos 42. E faz parte da consciência social pensar em adoção.
O teste de DNA ou ADN não é infalível mas é muito útil para determinar ou descobrir paternidade. Dois fatos recentes envolvendo este teste tem implicações políticas importantes:
1-Pouco antes de falecer o ex-vice-Presidente José Alencar estava sendo processado por suposta paternidade. Ele negava-se a fazer o exame de DNA, o que não implica que fosse culpado. Interessante é que o Congresso Nacional tinha aprovado lei segundo a qual o homem que se negasse a fazer este teste seria IPSO FACTO considerado o suposto pai em questão. Lula vetou a lei.
2- O ex-Presidente Fernando H. Cardoso finalmente reconheceu que poderia ser o pai do filho de uma jornalista que trabalhou na RBS. Mas segundo o teste de DNA o filho não era de FHC. Aí o José Simão saiu-se com a brincadeira de questionar se o FHC seria mesmo o pai do Real.
Não sou humorista mas permito-me provocar reflexões sobre como seria a reação do ex-Presidente Lula se tivesse passado pela mesma situação do Fernando Henrique: "Veja bem, as pessoas logo já fazem ilações, sabe, possivelmente é possível, alguns companheiros que entendem dessas questões técnicas já falaram que até pode o vento levar o espermatozóide pra toalha ou roupa de outra pessoa. Eu sou um cristão e quando aquela moça fez aquelas acusações fiquei preocupado com ela. Eu me sinto sabe meio pai de todos os brasileirinhos. Até poderia, num momento em que a gente bebe muito...Mas o mais importante é que o Brasil não podia parar e eu não podia ficar batendo boca com essa gente que não quer acreditar na gente do povo."
Certa vez numa campanha a Marisa esposa do Lula fez um escândalo não acreditando na versão dele de que uma sra. que o abraçara era sua irmã por parte de pai. Mas a gente tinha que acreditar no Lula. Não acreditar no glorioso projeto do lulismo seria uma traição à Pátria. No fundo não é muito diferente de não confiar no Brasil da ditadura que usava o slogan "Brasil, ame-o ou deixe-o".
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