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Questão de tempo

Uma máquina usada pelo Bristol Royal Hospital for Children, na Grã-Bretanha, está ajudando adolescentes a perder peso, simplesmente fazendo com que eles comam mais devagar. (Leia mais)

Segunda, 05 de Maio de 2008 às 15:38, por: CdB

Uma máquina usada pelo Bristol Royal Hospital for Children, na Grã-Bretanha, está ajudando adolescentes a perder peso, simplesmente fazendo com que eles comam mais devagar.

O mandometer é um computador ligado a uma balança que pesa a refeição do adolescente e calcula a velocidade em que ele está comendo. Quando a comida desaparece do prato rápido demais, a máquina faz um alerta.

Segundo médicos, alguns jovens comem com tanta ansiedade que seus cérebros não tem tempo de perceber quando eles estão satisfeitos.

 – Eu costumava comer muito, muito rápido. Eu chegava a comer uma refeição grande em três minutos. Agora, eu levo mais ou menos 16 minutos – diz Laurence Willshire, de 17 anos, um dos pacientes do Hospital.

– O mandometer faz perguntas quando estou comendo, como se eu já estou cheio ou se ainda estou mesmo com fome. Ele me diz quando posso comer minha próxima garfada e avisa se estou comendo rápido demais.

Testes

Laurence é um dos 120 adolescentes participando dos testes com o mandometer em Bristol.

Apesar de ser alto, com 1,82 m, Laurence chegou a pesar 133 quilos e estava tendo dificuldades para encontrar roupas que coubessem nele.
Foi aí que ele e sua família procuraram o hospital em Bristol e começaram a usar a máquina. Agora, ele já está com 107 quilos e pretende chegar aos 95 quilos.

A máquina foi originalmente criada na Suécia para para encorajar anoréxicas a comer mais e de forma mais rápida. A versão para ajudar no emagrecimento é uma adaptação e está sendo usada em conjunto com dietas e exercícios pelo hospital britânico.

83% dos pacientes tratados na clínica conseguiram reduzir seu índice de massa corporal, que mede a gordura do corpo com base no peso e na altura.

 – A obesidade é uma grande ameaça a nossas crianças e nós precisamos fazer tudo o que pudermos para evitar que elas se tornem adultos obesos  –  disse o chefe do novo tratamento, o pediatra Julian Hamilton Shields.

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