Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 2026

'Quero absolvê-lo', diz Romeu Tuma sobre Renan Calheiros

Quinta, 31 de Maio de 2007 às 13:57, por: CdB

O corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), disse que pelos documentos entregues na quarta-feira pelo advogado do presidente da casa Renan Calheiros (PMDB-AL), Eduardo Ferrão, é possível notar que o senador tinha recursos para pagar os valores relativos a pensão alimentícia da filha que teve com a jornalista Mônica Veloso.
 
- Você vê que tem fundo para pagar. Dá uma base para você ver a que ponto ele tinha de volume de dinheiro para cumprir todos os pagamentos -, disse.

Entre os documentos, estão extratos bancários e declarações de Imposto de Renda que vão de 2003 a 2006. O corregedor confirmou que alguns valores confirmam com as declarações de Renan ao plenário no início da semana. Tuma espera que as investigações comprovem a inocência de Renan, mas disse que não faz parte de movimento para absolver o senador.
 
- Não quero condená-lo, quero absolvê-lo. Mas quero ter certeza que ele não vai ser pego na primeira esquina. Se ele deve, não posso fazer nada -, declarou.

Tuma deverá apresentar ao Conselho de Ética, na quarta-feira, um relatório parcial sobre a análise feita até aquele momento sobre o caso. O corregedor já se reuniu com advogados da casa e espera que os senadores que tenham acesso aos documentos assinem termo de compromisso para garantir o sigilo dos papéis. O corregedor informou que pretende ouvir ainda na próxima semana Cláudio Gontijo, que teria repassado alguns valores a Mônica Veloso, em nome de Renan. Gontijo é funcionário da construtora Mendes Junior, e de acordo com o senador Renan Calheiros seu amigo há algum tempo.

Em discurso no plenário da casa, Renan disse que reconheceu a paternidade de uma filha com Mônica Veloso em 21 de dezembro de 2005. Desde então, ele disse que começou a pagar pensão de R$ 3 mil. Em dezembro de 2005 e janeiro de 2006, segundo ainda o senador, o pagamento se deu por cheques nominais do Banco do Brasil. E explicou que a partir de fevereiro de 2006 o pagamento dos R$ 3 mil mensais passou a ser deduzido de seus subsídios de senador, descontado em folha.

O presidente do Senado explicou ainda que anteriormente a estas datas, prestou assistência em valor maior - em torno de R$ 8 mil mensais - até o reconhecimento da paternidade. E disse que pagou com recursos próprios o aluguel de uma casa entre 15 de março de 2004 e 14 de março de 2005. Posteriormente, teria arcado com o aluguel de um apartamento entre março e novembro de 2005 para a gestante. Renan Calheiros revelou ainda que fez um fundo de R$ 100 mil para garantir as despesas futuras com educação e desenvolvimento cultural da criança.

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