Rio de Janeiro, 02 de Setembro de 2026

Quênia: Barack Obama retorna à terra natal do pai

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai chegar ao Quênia nesta sexta-feira com a missão de fortalecer a segurança dos EUA e os laços econômicos, mas sua ligação pessoal com a terra natal de seu pai vai dominar uma viagem que os quenianos veem como sendo de um filho nativo de volta para casa.

Quinta, 23 de Julho de 2015 às 07:21, por: CdB
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai chegar ao Quênia nesta sexta-feira
  O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai chegar ao Quênia nesta sexta-feira com a missão de fortalecer a segurança dos EUA e os laços econômicos, mas sua ligação pessoal com a terra natal de seu pai vai dominar uma viagem que os quenianos veem como sendo de um filho nativo de volta para casa. O Quênia é um importante aliado do Ocidente na batalha contra o grupo islâmico somali Al Shabaab, que massacrou 148 pessoas em abril em uma universidade queniana perto da fronteira com a Somália. É provável que o foco de Obama nas negociações em Nairóbi seja a cooperação no campo da segurança. Ele também vai passar um período de tempo com membros de sua família, mas não vai viajar para a aldeia que está mais associada com seus parentes quenianos, disseram funcionários da Casa Branca. - Do mesmo modo que as pessoas em geral têm curiosidade por sua origem, visitar o Quênia lhe dá uma oportunidade de fazer essa conexão pessoal - disse Valerie Jarrett, assessora e amiga da família de Obama, em entrevista. Obama visitou o Quênia quando era senador dos Estados Unidos, em 2006. Ele manifestou uma certa decepção pelo fato de que desta vez terá menos liberdade para ver o país, mas disse que estava ansioso pela viagem. - Minha esperança é que... nós possamos transmitir a mensagem de que os EUA são um parceiro forte, e não apenas para o Quênia, mas para a África subsaariana em geral - disse. Em Nairóbi, ele vai participar da Cúpula Global de Empreendedorismo, prestar homenagem às vítimas e sobreviventes do atentado à embaixada dos EUA em 1998 e jantar com o presidente Uhuru Kenyatta, que foi alvo de processo no Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade, o que, em grande parte, impediu que Obama fosse antes ao Quênia. As acusações foram retiradas em março. Os críticos de Obama têm afirmado que seu histórico em relação à África é desfavorável em comparação com o de seu antecessor, George W. Bush, cujo programa emergencial de ajuda para o enfrentamento da aids o tornou um herói no continente. Conselheiros de Obama destacam suas iniciativas em energia elétrica, agricultura e comércio como parte de seu legado na África.  
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