Desenvolvimento sustentável, aquecimento global, escassez dos recursos naturais, consumo consciente, preservação ambiental e muitos outros termos ocupam os noticiários diariamente. Poderiam até ser chamados de modismos, se não fosse a relevância desses conceitos para a sociedade. O que preocupa é a banalização dos termos, que muitas vezes não comunicam o que está por trás dos nomes.
Há tempos, a Humanidade cultiva o hábito de consumir, sem levar em conta as suas conseqüências. O consumidor segue pensando no hoje até que alguns sinais da natureza alertam para os impactos provocados pelo comportamento imediatista da sociedade do consumo. Efeito estufa, derretimento das calotas polares, aumento do nível do mar, tsunamis, extinção de espécies respondem a todo o mal causado ao meio ambiente.
Quem é o vilão dessa história? As indústrias, os governos omissos, os grandes consumidores de produtos industrializados? No estágio de degradação da natureza, não importa encontrar culpados e sim agir para que todos tenham condições de sobrevivência neste planeta. O que realmente importa é a conscientização de que os recursos naturais são finitos e os excessos de hoje podem significar a escassez de amanhã. A Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento definiu que “desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as futuras gerações satisfazerem as suas próprias necessidades”. (www.ethos.org.br/_Uniethos/Documents/RevistaFAT03_ethos.pdf)
Ser socialmente responsável não se trata de negar a importância das atividades econômicas, mas analisar os impactos que cada negócio traz para o meio ambiente e para as pessoas e buscar soluções menos danosas, sem deixar de lucrar. É importante lembrar que as empresas têm valor para a sociedade, no entanto devem olhar ao redor e criar alternativas para que o seu processo produtivo e os seus produtos possam coexistir com a vida ao seu redor.
A qualidade de vida do planeta depende de uma transformação que passa pelo comportamento, hábitos e consumo dos indivíduos. Ações simples como separar o lixo doméstico, economizar energia elétrica, reduzir a utilização de sacolas plásticas, reciclar e reaproveitar sempre contribuem para a preservação do meio ambiente. Por outro lado, diante da ineficiência do governo de fiscalizar e prover recursos para a preservação da natureza, o investimento social e a atuação da sociedade civil organizada são bem-vindos para construirmos um mundo melhor.
Aline Rodrigues é jornalista e consultora de Planejamento Estratégico de Comunicação da Rebouças & Associados.
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