Por W. Bastos 01/07/2011 às 16:40
Para se contrapor à mídia corporativa, é preciso cada um se engajar na proliferação de veículos de comunicação livres, usando os recursos que tem, por menores que sejam.
Hoje em dia as pessoas em geral encontram-se muito apáticas. Poucas se interessam em lutar por uma transformação social. O problema não é tanto a falta de boas idéias, mais sim não se ter ideia ou ação nenhuma. Ou seja: o pior não são atitudes inadequadas, mas a sim a absoluta inação dos indivíduos.
Os meios de cominucação de massa (TV principalmente) não estimulam a reflexão. Eles manipulam a opinião pública, fomentam o consumismo e promovem a alienação. Em vez de simplesmente aceitar o que a televisão mostra, devemos pensar, refletir. Devemos ler mais e assistir menos à TV. E principalmente nunca acreditar em algo antes sem antes questionar e repensar.
Criar seu próprio meio de comunicação livre é um bom modo de propagar ideias e quebrar o atual monopólio da mídia alienante.
Para fazer um fanzine (revista alternativa) basta um computador com uma impressora (pode ser uma antiga matricial), ou mesmo uma máquina de escrever. Depois de se imprimir o origial é só tirar cópias e grampear cada uma delas (caso o fanzine tenha mais de uma folha). Em seguida vendem-se as cópias e se utiliza o dinheiro para xeroxar mais.
E então? Vai ficar aí sem fazer nada? Vai permitir que o autoritário Sílvio Santos, a família Marinho, defensora da ditadura, e outros burguesões continuem monopolizando os meios de comunicação no Brasil? Que tal dizer não à apatia e começar agora mesmo seu próprio jornal alternativo, rádio livre ou fanzine?
(texto publicado no fanzine O BERRO nº 20, junho/2011: Caixa Postal 100050, Niterói, RJ, Brasil, CEP 24020-971)
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