Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Queda nos preços dos alimentos freia alta inflacionária no país

A inflação da quarta semana de maio, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), caiu em todas as sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A taxa geral ficou em 0,21%. (Leia Mais)

Quarta, 02 de Junho de 2010 às 08:37, por: CdB

A inflação da quarta semana de maio, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), caiu em todas as sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A taxa geral ficou em 0,21%. A inflação passou de 0,56% para 0,50% em Belo Horizonte; de 0,73% para 0,39 em Brasília; de 0,18 para 0,17% no Recife; de 0,72% para 0,32% no Rio de Janeiro; e de 0,86% para 0,75% em Salvador. Em Porto Alegre houve deflação, com índice caindo de zero para -0,145%.

Em São Paulo, que responde por cerca de 60% da taxa global, a inflação caiu de 0,32% para zero. Na capital paulista, quatro das sete classes de despesa registraram queda nos preços: alimentação, saúde e cuidados pessoais, educação, leitura e recreação e transportes. Vestuário, despesas diversas e habitação registraram aumento. No Rio de Janeiro, cinco das sete classes de despesas componentes do índice registraram desaceleração em suas taxas de variação, com destaque para alimentação e despesas diversas.

IPC da Fipe

No município de São Paulo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) no município, fechou o mês de maio com a menor taxa do ano (0,22%). Na apuração anterior a taxa tinha sido de 0,35% e no encerramento de abril (0,39%). Até esse resultado, o IPC mais baixo foi registrado em dezembro do ano passado (0,18%). Analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters previam uma taxa de 0,28%, segundo a mediana de 15 respostas que variaram de 0,22% a 0,34%.

A queda no ritmo de alta dos preços foi puxada pelo grupo alimentação com 0,11% ante 1,36% no término de abril e 0,59% na terceira prévia de maio. A pesquisa reforça constatações da Fundação Getulio Vargas (FGV) segundo as quais, as hortaliças e os legumes ficaram mais baratos e estão ajudando a diminuir a velocidade da inflação.

Na cidade de São Paulo, os produtos in natura tiveram baixa média de 3,75%.Os preços das verduras no comércio varejista caíram em média 10,62% e os dos legumes, 11,62%. Alguns itens alimentícios, no entanto, permanecem em alta caso da batata (7,64%), e da cebola (10,96%).

Dos sete grupos pesquisados, o único com oscilação negativa foi transporte (-0,07%). Mas é uma baixa menos intensa do que a registrada no encerramento de abril (-0,48%). Em educação, a taxa ficou em 0,06%, metade do observado em abril (0,12%).

Em saúde, a taxa atingiu l,l5%, abaixo da terceira prévia (1,35%), porém, acima de abril (0,98%). Já em vestuário foi verificado um ritmo de declínio com a taxa em 0,45% ante 0,48% na terceira prévia e 0,74% em abril. No grupo despesas pessoais houve um decréscimo com alta de 0,25% ante 0,35% na terceira prévia e 0,31% em abril.

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