Ao contrário do que vem acontecendo nos últimos meses, o bom resultado da balança comercial, que registrou superávit de US$ 713 milhões na primeira semana de setembro, não se deveu apenas à estagnação ou à queda das importações.
As compras externas estão reagindo e registraram a maior média diária em comparação com as médias dos meses anteriores, de US$ 225 milhões, o correspondente a um acréscimo de 18,4% frente a setembro de 2002 e 26,7% em relação a agosto.
Cresceram as importações de fertilizantes, combustíveis e lubrificantes, cereais e produtos de moagem, siderúrgicos, automóveis e partes.
Refletindo a alta do preço do petróleo no mercado internacional, as importações de combustíveis e lubrificantes subiram 38% frente a setembro do ano passado. Aproveitando a época de plantio da safra agrícola, o país importou 96,7% a mais em adubos e fertilizantes.
Houve ainda aumentos de 36,7% nas compras de cereais e produtos de moagem, 33,4% nas de siderúrgicos e 32,5% nas de automóveis e partes.
A média diária exportada, de US$ 367,6 milhões, também foi a mais alta, em comparação com as médias consolidadas mês a mês, este ano.
Em relação a setembro de 2002, houve um aumento de 18,9%. Os maiores destaques foram os manufaturados, cujas vendas cresceram 35,1%, graças à expansão dos embarques de gasolina, fio-máquina, transformadores, pneumáticos, suco de laranja, laminados planos, autopeças, bombas e compressores, motores e geradores.
Entre os básicos e os semimanufaturados, tiveram ênfase na pauta de exportações ferro fundido, celulose, alumínio em bruto, couros e peles, petróleo em bruto, fumo em folhas, carnes de frango, bovina e suína e minério de ferro.
O crescimento das exportações foi ainda maior frente a agosto deste ano. A média diária exportada aumentou 20,6%, com destaque para os produtos básicos (27,6%) e manufaturados (21,4%). As vendas de semimanufaturados tiveram um pequeno acréscimo de 6,3% em comparação ao mês anterior.
Para a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a queda dos juros e as reformas previdenciária e tributária vão contribuir para que o setor obtenha melhores resultados. Segundo um documento divulgado nesta segunda-feira pela Abimaq, os indicadores conjunturais de julho apontam que as exportações continuam em alta no setor.
Desde o início de 2003, esta é a quinta vez que o crescimento das exportações de máquinas e equipamentos ultrapassa os 30% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado de janeiro a julho, o volume das vendas externas chegou a US$ 2,65 bilhões, atingindo uma variação de 31,8% sobre os primeiros sete meses de 2002.
Queda nas importações não foi a única causa do superávit da balança
Segunda, 08 de Setembro de 2003 às 16:38, por: CdB