Dilma Rousseff voltou a cair nas pesquisas de opinião
Caiu sete pontos percentuais o índice de aprovação ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT), para 36%, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Ibope, divulgada nesta quinta-feira. O estudo revela a avaliação da população sobre o desempenho do governo federal e a atuação da presidenta. Na última pesquisa desta série, divulgada em dezembro passado, 43% dos entrevistados consideravam o governo Dilma ótimo ou bom.
As ações da Petrobras disparam nesta quinta-feira, após a notícias de que a avaliação positiva da presidenta Dilma Rousseff caiu. Rumores que circulavam entre os investidores apontam a possibilidade de privatização da petrolífera estatal, caso Dilma perca as eleições de outubro deste ano. Os papéis do Banco do Brasil e Eletrobras - outras duas estatais da Bolsa - também ganhavam força durante o pregão, frente à mesma tese.
Após a queda na pesquisa de julho de 2013, na qual Dilma despencou após a onda de manifestações que tomou o país e a aprovação chegou a 31%, esta é a segunda queda na popularidade do governo na série histórica da pesquisa. Entre os entrevistados, o índice dos que consideram o governo Dilma ruim ou péssimo aumentou de 20% para 27%. Em pesquisa Ibope de metodologia semelhante divulgada em fevereiro, a taxa de aprovação ao governo já havia caído e estava em 39%.
Ainda de acordo com a pesquisa divulgada hoje, a aprovação à maneira de governar caiu de 56% para 51%. O índice de confiança na presidente caiu no limite da margem de erro, de 52% para 48%.
Sobre a avaliação pessoal da presidente, o índice dos que desaprovam a maneira de governar subiu de 36% para 43%. A pesquisa aponta que a queda da aprovação foi mais intensa entre os entrevistados com renda familiar mais elevada (acima de cinco salários mínimos), entre os mais jovens (com 16 a 24 anos) e entre os residentes em municípios pequenos (com até 20 mil habitantes).
Com a CPI da Petrobrás, proporcionada pelo PMDB à oposição, teremos uma cobertura midiática intensa em plena campanha eleitoral sobre o “mar de lama” do PT — uma oportunidade para que aconteçam os acertos de bastidores que engessem um eventual segundo mandato de Dilma. Como sempre sustentou este site, teremos também segundo turno.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.