Rio de Janeiro, 30 de Setembro de 2026

Queda do dólar é um fenômeno mundial, afirma Henrique Meirelles

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira que a valorização recente do real frente ao dólar tem de ser vista no contexto de desvalorização global da moeda norte-americana. Durante audiência pública em comissão do Congresso, Meirelles também disse acreditar que este não é o momento de o país retomar a taxação de fluxos de capital estrangeiro. (Leia Mais)

Quarta, 27 de Maio de 2009 às 16:00, por: CdB

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira que a valorização recente do real frente ao dólar tem de ser vista no contexto de desvalorização global da moeda norte-americana. Durante audiência pública em comissão do Congresso, Meirelles também disse acreditar que este não é o momento de o país retomar a taxação de fluxos de capital estrangeiro com Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Na abertura desta quarta-feira, o dólar rompeu o piso dos R$ 2,00 pela primeira vez desde outubro, refletindo a percepção de melhora do cenário econômico mundial. A divisa fechou o dia a R$ 2,016, com queda de 0,25%.

– Não é o caso agora (de adotar o IOF) – afirmou Meirelles aos parlamentares. Ele disse que a entrada de dólares no país tem sido direcionada principalmente à compra de ações, à concessão de empréstimos e a investimentos diretos, e que seria um "contrassenso" a imposição de barreiras a esses recursos.

– Há um fenômeno mundial de desvalorização do dólar – afirmou Meirelles ao comentar a apreciação recente do real.

Ele destacou que, enquanto o real subiu 2,4% em relação ao dólar desde 8 de maio, o euro avançou 2,7% no mesmo período. O BC retomou no dia 8 os leilões de compra de dólar no mercado à vista, operações que não eram feitas desde setembro do ano passado.

Meirelles citou ainda que existe uma relação forte entre o câmbio e as commodities, lembrando que o Brasil é um grande exportador de matérias-primas.

Crescimento

Sobre a atividade econômica no país, Meirelles afirmou que as taxas atuais de uso da capacidade instalada das empresas mostram que o Brasil "tem espaço para crescer", sem pressionar a inflação. Ele também destacou que a trajetória do emprego no país, apesar de despertar preocupação, é mais favorável do que nos demais países.

Segundo Meirelles, a captação de recursos por bancos de pequeno e médio portes com aval do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) já somou R$ 6 bilhões desde que o programa de garantias adicionais a CDBs emitidos pelas instituições foi lançado, no final de março. Ele acrescentou que os recursos têm contribuído para a restauração do crédito no país.

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