Apesar da desvalorização da moeda norte-americana, os preços de alimentos industrializados, bebidas importadas e roupas não caíram na mesma velocidade - e até subiram nos últimos meses. Ou seja, a queda de mais de 11% na cotação do dólar desde março ainda não chegou ao bolso do consumidor.
Mas, a queda da moeda evitou o repasse da alta de alguns produtos para as prateleiras, como se a moeda estrangeira funcionasse, segundo analistas, como amortecedor dos preços de alimentos. Trigo, milho, soja, carne, frango e leite - itens que integram a base de produção - estão subindo no mercado internacional, o que foi acompanhado por produtos industrializados.
Nos últimos meses, os itens da base de produção aumentaram 5,39%. Já o preço das roupas sofreu redução nos preços por causa do dólar. Mas a queda é pequena: 0,18% acumulado entre maio do ano passado e junho deste ano, de acordo com analistas.
Os importadores também não sentiram reduções nos preços dos produtos. Vinhos e uísques continuam com os mesmos preços. A justificativa das importadoras é que o preço subiu nos países de origem. A redução chega a 10% no caso do damasco, ameixa seca e uva passa.Espumantes e uísques continuam com o mesmo preço.