A Receita Federal confirmou que houve queda de R$ 600 milhões na arrecadação de impostos federais totais em agosto por culpa de retração da economia e frustração de receitas por força de liminares. Mas o secretário-adjunto Ricardo Pinheiro diz que "o filme sinaliza melhora". A receita com a CPMF na primeira semana de setembro "ficou acima do esperado", disse Pinheiro.
Pinheiro explicou que a arrecadação total em agosto foi de R$ 19,7 bilhões, contra uma expectativa de R$ 20,3 bilhões. Nos números acumulados de janeiro a agosto há uma queda de 1,46%, tomando-se apenas as receitas administradas, ou seja, impostos e contribuições federais, excluídas receitas extras como royalties de petróleo, por exemplo.
Na projeção para as administradas em todo o ano, a Receita Federal embutiu uma projeção de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB), o que não se confirmará diante da queda de 1,6% apontada pelo IBGE no primeiro semestre.
A Receita, por exemplo, projetou R$ 168,9 bilhões (em termos nominais) para as administradas até agosto, enquanto o efetivo ficou em R$ 166,5 bilhões, ou seja, inferior em R$ 2,4 bilhões.
Pinheiro lembrou que a frustração com a arrecadação do IPI, por força de liminares judiciais, está acumulada em R$ 970 milhões. E a perda com as ações contra a Cide-Combustíveis soma R$ 770 milhões.
Tomando-se o comportamento da Cofins, melhor sinalizador de desempenho da economia, há uma queda real (deflacionado pelo IPCA) de 8,51% sobre agosto de 2002. Mas agosto apresenta 4,08% sobre julho deste ano.
- Não vou dizer que o desempenho da economia no mês passado foi melhor que agosto de 2002, porque não foi. Mas na relação com julho e em termos de tendência, não há nada que aterrorize, porque há sinais de melhora - disse Pinheiro.
Queda de R$ 600 milhões na arrecadação de impostos federais em agosto
Quinta, 11 de Setembro de 2003 às 15:42, por: CdB