Um avião da empresa iraniana Kish Airline caiu na terça-feira nos Emirados Árabes Unidos, matando entre 40 e 45 pessoas a bordo, em sua maioria trabalhadores imigrantes.
Uma autoridade do departamento de aviação civil dos Emirados Árabes disse que 38 pessoas tinham morrido no impacto e outras em um hospital. Um médico do hospital de Sharjah (cidade do acidente) afirmou ter havido ao menos três sobreviventes da tragédia.
A agência de notícias do país WAM, oficial, informou que a queda aconteceu quando o avião pousava em Sharjah às 11h (5h em Brasília). O aparelho caiu em uma área desértica localizada entre dois bairros residenciais. Autoridades do aeroporto atribuíram a queda a falhas mecânicas, mas não forneceram maiores detalhes.
Esse foi o sexto acidente aéreo envolvendo aviões iranianos desde 2000.
Uma testemunha disse ter visto o nariz do aparelho mergulhar em uma área desabitada perto do aeroporto. ``Com a queda, o avião virou, dividiu-se ao meio e depois explodiu em chamas'', acrescentou a testemunha.
Segundo relatos, equipes de resgate, com máscaras de gás, colocavam corpos queimados dentro de um caminhão refrigerado enquanto outras procuravam por mais vítimas.
A lista de passageiros mostrou que eles vinham do Irã, da Índia, do Egito, da Síria, do Nepal, da Nigéria e das Filipinas.
No Irã, um funcionário da Kish Airline disse que o aparelho envolvido no acidente era um Fokker-50, capaz de carregar 50 passageiros e seis tripulantes.
A empresa realiza algumas rotas domésticas e algumas rotas internacionais curtas.
Aviões iranianos envolveram-se em vários acidentes nos últimos anos. Segundo especialistas, isso se deve à idade da frota do país e às sanções impostas pelos EUA, que dificultam a compra de peças de reposição.