A multinacional britânica EMI, terceira discográfica do mundo, previu nesta segunda-feira boas perspectivas para este ano graças a avanços na luta contra a pirataria, mas anunciou uma queda de seus lucros de quase 9 por cento em 2003.
A companhia, que tem artistas como Norah Jones, Coldplay e Robbie Williams, informou que seus lucros antes de impostos foram, no ano passado, de 244 milhões de euros, frente aos 268 milhões do exercício anterior, o que supõe uma queda de 8,7 por cento.
A EMI disse ainda que as vendas de música gravada caíram 2%, até 2,5 bilhões de euros, mas informou por sua vez que sua cota de mercado subiu para 13,2%, contra 12,7%.
De qualquer forma, a multinacional levou uma mensagem positiva aos investidores, ao destacar que produziu um rápido aumento de suas receitas mediante novas fontes, como downloads da internet e a venda de DVDs.
Além disso, afirmou que, embora a pirataria continue sendo um problema, uma série de demandas judiciais estão tendo "um impacto positivo" para conter esse problema.
A EMI informou que 20 de seus CDs venderam mais de um milhão de cópias, entre eles os últimos álbuns de Norah Jones, Coldplay e Robbie Williams.
Em comunicado, o diretor executivo da EMI, Eric Nicoli, afirmou que, "pela primeira vez em vários anos, há sinais alentadores de uma melhora do mercado, especialmente nos Estados Unidos, o maior mercado musical do mundo".
"Nossos esforços para conter a pirataria estão tendo um impacto positivo e estamos experimentando um crescimento entusiasta da música digital legal", acrescentou Nicoli.