A Colômbia, considerada como capital mundial do seqüestro, anunciou, nesta quarta-feira, uma queda de 34% no crime no primeiro semestre de 2003. A ministra da Defesa colombiana, Marta Lucia Ramírez, disse que entre janeiro e junho deste ano foram registrados 1.018 seqüestros, 526 a menos do que os 1.544 casos ocorridos nos primeiros seis meses de 2002.
- Embora estas cifras sejam importantes, a força pública continuará sua luta decidida contra o seqüestro até conseguir que não exista um único colombiano em cativeiro - afirmou a ministra.
Atualmente milhares de pessoas, a maioria civis, estão em cativeiro nas selvas e montanhas do país, em poder de guerrilheiros.
A ministra afirmou que a redução deste crime deve-se à Política de Segurança Democrática do presidente Alvaro Uribe, que busca aumentar o número de soldados e policiais, além de fortalecer a colaboração da população civil com as autoridades.
Ela revelou que os seqüestros foram realizados por guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), com 367 casos, e do Exército de Libertação Nacional, com 214 dos seqüestros.
As guerrilhas seqüestram centenas de civis para financiar em parte sua luta armada contra o Estado, que já dura quase quatro décadas e que deixou 40 mil mortos nos últimos dez anos.
Segundo Marta Lucia, foram capturadas 483 pessoas em ações anti-seqüestro no primeiro semestre do ano e 254 reféns foram libertados pelas Forças Armadas. No mesmo período, 309 pessoas foram libertadas pelos seqüestradores, enquanto 19 conseguiram fugir do cativeiro.