Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 2026

Quatro peemedebistas são cotados para suceder Renan

Líderes da oposição e senadores do PMDB começaram a discutir a sucessão no Senado em torno de quatro peemedebistas: Garibaldi Alves (RN), Gerson Camata (ES), Pedro Simon (RS) e o ministro das Comunicações, senador Hélio Costa (MG), que já admitiu voltar à Casa. (Leia Mais)

Quinta, 18 de Outubro de 2007 às 09:19, por: CdB

Líderes da oposição e senadores do PMDB começaram a discutir a sucessão no Senado em torno de quatro peemedebistas: Garibaldi Alves (RN), Gerson Camata (ES), Pedro Simon (RS) e o ministro das Comunicações, senador Hélio Costa (MG), que já admitiu voltar à Casa. Nenhum deles, no entanto, desponta como solução fácil ou natural para ocupar o posto de Renan Calheiros (PMDB-AL), que se licenciou na semana passada.

Um quinto nome fazia parte da lista de “presidenciáveis do PMDB do Senado”, mas já ficou de fora. Questionado pelo líder tucano Arthur Virgílio (AM) sobre a possibilidade de se lançar candidato à sucessão de Renan, José Maranhão (PB) descartou a idéia. Alegou apenas que tinha outro projeto político em mente - referiu-se à possibilidade de assumir o governo da Paraíba no lugar do tucano Cássio Cunha Lima, ameaçado de cassação.

Hélio Costa é alvo de críticas constantes da bancada de senadores e deputados do PMDB, todos queixosos pelos “maus tratos” do ministro, que “ignora” os pleitos dos parlamentares. Garibaldi, por sua vez, era velho amigo do senador José Sarney (PMDB-AP), mas desentendeu-se com o grupo quando aderiu ao movimento dos rebeldes do PMDB e derrubou uma medida provisória que criava a Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo e 660 cargos. Há, no grupo de Sarney, quem prefira o rebelde Simon a Garibaldi na presidência do Senado

Camata também é visto como “independente” e enfrenta resistências na bancada porque não pertence a grupo nenhum. Não por acaso, o senador Simon pegou carona, nessa quarta, na homenagem da bancada ao mais novo peemedebista do Senado: Edison Lobão (MA), ex-DEM. Foi em um almoço organizado pelo líder Valdir Raupp (RO), a pretexto de dar as boas vindas a Lobão, mas que acabou servindo também para um desagravo público a Simon. Raupp desculpou-se por tê-lo destituído da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

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