Rio de Janeiro, 07 de Fevereiro de 2026

Quatro aeroportos terão equipamento para pousos com baixa visibilidade

Terça, 24 de Julho de 2007 às 18:56, por: CdB

Os aeroportos de Guarulhos (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Galeão (RJ) deverão ser equipados com sistemas de aterrisagem mais potentes, para permitir pousos mesmo em condições precárias de visibilidade. A medida faz parte de um conjunto de ações que visa desafogar o tráfego aéreo no país.

— Nessas localidades temos fenômenos meteorológicos que atrapalham, como chuva e nevoeiro. São os que têm dado mais problemas no Brasil, obviamente —, justificou o diretor-geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), brigadeiro Ramon Cardoso, em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira.

Em condições de pouca visibilidade, a aterrisagem é feita por instrumentos com o auxílio de um equipamento chamado ILS (Instrument Landing System), que fornece informações precisas para o alinhamento das aeronaves com o eixo da pista e com a trajetória correta para o pouso. O ILS se divide em três categorias, de acordo com a precisão relacionada à visibilidade. O aeroporto de Congonhas, por exemplo, tem ILS 1, enquanto Guarulhos tem o ILS 2. O ILS categoria 3 é aquele que permite o pouso das aeronaves com pequena visibilidade e com um teto bastante baixo.

— Estamos fazendo uma análise da colocação do ILS categoria 3 nos aeroportos de Porto Alegre, Curitiba, Guarulhos e Galeão —, anunciou o diretor-geral do Decea.

Os aeroportos que dispõem de ILS 1, como Brasília, serão equipados com ILS 2.

— Essas análises técnicas estão sendo feitas e eles serão implantados —, informou, sem precisar prazos.

O custo é de US 2 milhões por equipamento e a aquisição é de responsabilidade do Decea – segundo Cardoso, o órgão já tem a verba.

Nem todos os aeroportos, porém, podem receber ILS 3, pois o uso do sistema depende também de outras condições, como a instalação de iluminação mais potente na pista. O de Congonhas, por exemplo, não poderá ser equipado com ILS 2 ou 3.

— Congonhas já tem o equipamento que é permitido, não dá para colocar outro tipo —, informou o brigadeiro.

— Existe uma necessidade técnica de terreno e de espaço para permitir esse tipo de pouso. Não podemos colocar 700 metros de luzes na cabeceira da pista de Congonhas —, explicou.
 

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