O Brasil, que no início do século passado tinha apenas 12 museus, chega ao fim da primeira década do século XXI com 3.025 instituições desse tipo. A informação consta da publicação Museus em Números, editada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), do Ministério da Cultura e divulgada nesta terça-feira no Museu da República, no Rio de Janeiro.
Resultado de um trabalho de quatro anos, que envolveu mais de 30 profissionais, o levantamento é o primeiro realizado no país, em caráter aprofundado, sobre a quantidade e a qualidade dos museus brasileiros. Das 3.025 instituições mapeadas, 1.500 responderam à pesquisa iniciada em 2006 pelo Ibram, por intermédio do Cadastro Nacional de Museus.
Os números trazem informações que revelam a importância dos museus na vida cultural do país. O Brasil tem mais museus que salas de cinema (2.098) e teatros (1.229), conforme dados divulgado este ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Vinte e um por cento dos municípios brasileiros – 1.172 de um total de 5.564 – têm pelo menos um museu.
Apesar do número expressivo, a maioria dos museus ainda está concentrada nas capitais e nas regiões Sudeste e Sul. As três metrópoles mais populosas também abrigam os maiores acervos: São Paulo, com 132 museus, Rio de Janeiro, com 124, e Salvador, com 71. Palmas, no Tocantins, com apenas três, é a capital com menor número de museus.
O Estado de São Paulo, com 517 instituições, é a unidade da federação com maior quantidade de museus, ficando em segundo lugar o Rio Grande do Sul, com 397, e em terceiro, Minas Gerais, com 319 museus. Os gaúchos, no entanto, têm a melhor relação entre o número de museus e a população, com uma instituição para cada 26.657 habitantes. A pior é a do Maranhão, onde para cada 266.042 habitantes há apenas um museu.
Na distribuição regional, o Sudeste (1.151) e o Sul (878) detêm o maior número de museus. No Nordeste, existem 632, no Centro-Oeste, 218 e, no Norte, 146. Em nível regional, o Nordeste registra o maior número de habitantes por museu: 100.160.
Quanto aos acervos, o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, é o conta com a maior quantidade de bens culturais preservados: 15 milhões de peças.
Segundo o estudo do Ibram, 67,5% dos museus brasileiros são dedicados à história, 53,4%, às artes visuais, e 48,2% à imagem e som.
Pelas projeções do cadastro do Ibram, em 2009, os museus brasileiros foram visitados por cerca de 82 milhões de pessoas. A maioria das instituições (67,2%) é pública, e 79,7% delas não cobram ingresso, quer sejam públicas ou privadas. De acordo com o estudo, os museus brasileiros empregam atualmente 26.762 pessoas.
A expectativa do Ibram é que o resultado desse verdadeiro “censo museológico” sirva de referência para o planejamento de politicas públicas para o setor. O Ibram também pretende tornar o trabalho periódico, com edições trienais.
Quase 70% dos museus brasileiros são dedicados à história
O Brasil, que no início do século passado tinha apenas 12 museus, chega ao fim da primeira década do século XXI com 3.025 instituições desse tipo. Quase 70 dos museus brasileiros são dedicados à história, 53,4%, às artes visuais, e 48,2% à imagem e som. Em 2009, os museus brasileiros foram visitados por cerca de 82 milhões de pessoas.
Quarta, 15 de Dezembro de 2010 às 10:10, por: CdB
O Brasil, que no início do século passado tinha apenas 12 museus, chega ao fim da primeira década do século XXI com 3.025 instituições desse tipo. A informação consta da publicação Museus em Números, editada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), do Ministério da Cultura e divulgada nesta terça-feira no Museu da República, no Rio de Janeiro.
Resultado de um trabalho de quatro anos, que envolveu mais de 30 profissionais, o levantamento é o primeiro realizado no país, em caráter aprofundado, sobre a quantidade e a qualidade dos museus brasileiros. Das 3.025 instituições mapeadas, 1.500 responderam à pesquisa iniciada em 2006 pelo Ibram, por intermédio do Cadastro Nacional de Museus.
Os números trazem informações que revelam a importância dos museus na vida cultural do país. O Brasil tem mais museus que salas de cinema (2.098) e teatros (1.229), conforme dados divulgado este ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Vinte e um por cento dos municípios brasileiros – 1.172 de um total de 5.564 – têm pelo menos um museu.
Apesar do número expressivo, a maioria dos museus ainda está concentrada nas capitais e nas regiões Sudeste e Sul. As três metrópoles mais populosas também abrigam os maiores acervos: São Paulo, com 132 museus, Rio de Janeiro, com 124, e Salvador, com 71. Palmas, no Tocantins, com apenas três, é a capital com menor número de museus.
O Estado de São Paulo, com 517 instituições, é a unidade da federação com maior quantidade de museus, ficando em segundo lugar o Rio Grande do Sul, com 397, e em terceiro, Minas Gerais, com 319 museus. Os gaúchos, no entanto, têm a melhor relação entre o número de museus e a população, com uma instituição para cada 26.657 habitantes. A pior é a do Maranhão, onde para cada 266.042 habitantes há apenas um museu.
Na distribuição regional, o Sudeste (1.151) e o Sul (878) detêm o maior número de museus. No Nordeste, existem 632, no Centro-Oeste, 218 e, no Norte, 146. Em nível regional, o Nordeste registra o maior número de habitantes por museu: 100.160.
Quanto aos acervos, o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, é o conta com a maior quantidade de bens culturais preservados: 15 milhões de peças.
Segundo o estudo do Ibram, 67,5% dos museus brasileiros são dedicados à história, 53,4%, às artes visuais, e 48,2% à imagem e som.
Pelas projeções do cadastro do Ibram, em 2009, os museus brasileiros foram visitados por cerca de 82 milhões de pessoas. A maioria das instituições (67,2%) é pública, e 79,7% delas não cobram ingresso, quer sejam públicas ou privadas. De acordo com o estudo, os museus brasileiros empregam atualmente 26.762 pessoas.
A expectativa do Ibram é que o resultado desse verdadeiro “censo museológico” sirva de referência para o planejamento de politicas públicas para o setor. O Ibram também pretende tornar o trabalho periódico, com edições trienais.