Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Quase 3 mil imigrantes morreram no Mediterrâneo, diz OIM

Quase 3 mil imigrantes morreram no Mar Mediterrâneo desde o início deste ano, o número mais elevado de mortes registrado

Sexta, 22 de Julho de 2016 às 09:32, por: CdB

Organização Internacional para as Migrações afirma que marca ainda não havia sido registrada num período tão curto. Maioria das mortes aconteceu na rota entre Líbia e Itália

Por Redação, com DW - de Bruxelas/Roma: Quase 3 mil imigrantes morreram no Mar Mediterrâneo desde o início deste ano, o número mais elevado de mortes registrado num período tão curto, afirmou nesta sexta-feira a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
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Quase 3 mil imigrantes morreram no Mar Mediterrâneo desde o início deste ano
A organização afirmou que 2.977 imigrantes morreram tentando atravessar o mar em 2016, e deve haver outros cerca de 20 cadáveres em botes que tentam atravessar o mar rumo a Itália nesta sexta-feira. Cerca de 90% das mortes aconteceram na zona central do Mar Mediterrâneo, entre a Líbia e a Itália. A rota entre a Turquia e a Grécia está praticamente encerrada, disse o porta-voz da OIM em Genebra, Joel Millmann. – Este é o terceiro ano consecutivo em que as mortes ultrapassam as 3 mil, mas nunca esse número havia sido registrado antes do final de julho, o que é muito alarmante – disse Millman. Em 2015, o número foi alcançado em outubro, e em 2014, em setembro. Em quase todos os casos, os migrantes eram oriundos de países da África subsaariana. A crise dos refugiados na Europa começou há quatro anos.

Barcos de resgate

Uma embarcação da Marinha irlandesa recuperou 17 corpos na quinta-feira, quando foi ajudar um barco de madeira cheio de imigrantes próximo ao litoral da Líbia, disse a guarda-costeira italiana, em mais um dia de mortes nas tentativas de cruzar o mar. A embarcação chamada James Joyce, que está no Mediterrâneo especificamente para operações de busca e resgate, trouxe para bordo os corpos de 16 homens e um garoto, afirmou o porta-voz da guarda-costeira. Ele não deu mais detalhes sobre a causa das mortes e a nacionalidade dos mortos. Na quarta-feira, 22 corpos foram recuperados de um bote de borracha próximo à costa da Líbia, e neste ano, até agora, cerca de 3.000 morreram ou estão desaparecidos depois de tentarem chegar à União Europeia pelo mar, estima a Organização Internacional para as Migrações. O James Joyce, um barco da marinha italiana, um britânico que participava de uma operação contra o tráfico de pessoas e uma embarcação operada por um grupo humanitário resgataram 1.128 imigrantes nesta quinta, os levando para local seguro, declarou a guarda-costeira. Há um salto no número de imigrantes que os traficantes colocam em barcos na Líbia nesta semana, em meio ao mar calmo e o tempo quente.  
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